Estratégia atual dos medicamentos contra a Aids é trabalhar sobre o vírus, em uma determinada enzima
(W. Castilhos)

Estratégias em desenvolvimento

Para cientistas como Mauro Schechter, da UFRJ, ainda é cedo para falar em eficácia das novas abordagens no tratamento do HIV, como os inibidores de CCR5

29 de julho de 2005
Estratégias em desenvolvimento

Para cientistas como Mauro Schechter, da UFRJ, ainda é cedo para falar em eficácia das novas abordagens no tratamento do HIV, como os inibidores de CCR5

29 de julho de 2005

Estratégia atual dos medicamentos contra a Aids é trabalhar sobre o vírus, em uma determinada enzima
(W. Castilhos)

 

Por Washington Castilhos, do Rio de Janeiro

Agência FAPESP - Duas das principais novas estratégias para o tratamento do HIV que estão sendo analisadas atualmente, os inibidores de integrase e os inibidores de CCR, têm como grande preocupação a toxicidade dessas abordagens.

"Ainda não sabemos se vão ocorrer os mesmos efeitos colaterais que os observados com os inibidores de protease. Não temos resultados seguros", disse Jean-François Delfraissy, diretor da Agência Nacional de Pesquisas sobre Aids (ANRS) da França, durante a 3ª Conferência da Sociedade Internacional de Aids (IAS) sobre Patogênese e Tratamento do HIV/Aids, que terminou na quarta-feira (27/7), no Rio de Janeiro.

A estratégia dos medicamentos atuais é trabalhar sobre o vírus, em uma determinada enzima, tentando evitar que o vírus se multiplique. A abordagem dos inibidores de integrase é semelhante. Os inibidores de CCR5, por sua vez, atuariam no receptor, característica que os torna diferentes. A idéia é inibir a entrada do HIV, em vez de atacá-lo.

"Uma das chaves para a entrada do vírus na célula é o CCR5. É como se os inibidores de CCR5 fossem bloquear o ‘buraco da chave’ que o vírus utiliza", explicou Mauro Schechter, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e co-presidente da conferência. Para o infectologista, no entanto, ainda é cedo para falar em eficácia.


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