Prêmios reconhecem o projeto “Glycosy-N-ation”, desenvolvido pela equipe desde o início de 2024 (foto: CEPID B3/divulgação)

Biologia
Equipe da USP se destaca na Competição Internacional de Engenharia de Sistemas Biológicos
12 de fevereiro de 2026

Time de Biologia Sintética conquistou a medalha de ouro, nomeação entre os melhores projetos na área e o prêmio especial de inclusão

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Equipe da USP se destaca na Competição Internacional de Engenharia de Sistemas Biológicos

Time de Biologia Sintética conquistou a medalha de ouro, nomeação entre os melhores projetos na área e o prêmio especial de inclusão

12 de fevereiro de 2026

Prêmios reconhecem o projeto “Glycosy-N-ation”, desenvolvido pela equipe desde o início de 2024 (foto: CEPID B3/divulgação)

 

Agência FAPESP * – O Time de Biologia Sintética da Universidade de São Paulo (USP) conquistou reconhecimento internacional ao se destacar na Competição Internacional de Engenharia de Sistemas Biológicos (iGEM) de 2025.

Coordenado por Cristiane Guzzo, do Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3) e do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, o grupo se apresentou em Paris, França, e voltou com três conquistas: medalha de ouro, nomeação entre os melhores projetos da categoria e prêmio especial de inclusão.

O CEPID B3 é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da FAPESP, com sede no Instituto de Química da USP.

“O resultado reforça a excelência da pesquisa feita no Brasil e consolida o time como referência global em biologia sintética”, diz Bianca Bosso, que faz parte da equipe de comunicação do CEPID B3.

Os prêmios reconhecem o projeto “Glycosy-N-ation”, desenvolvido pela equipe desde o início de 2024. A proposta envolve manipular duas espécies de microrganismos – a bactéria Escherichia coli e a levedura Saccharomyces cerevisiae – para que possam produzir glicoproteínas humanas. Um exemplo é a GCase, enzima naturalmente sintetizada pelo corpo e cuja deficiência está associada à doença de Gaucher.

“Hoje, essa enzima já pode ser produzida artificialmente para tratamentos a partir de células de cenouras, hamsters ou humanos, mas usar bactérias e leveduras pode reduzir significativamente os custos”, explica Davi Merighi, integrante do grupo. Segundo ele, o foco da equipe é desenvolver soluções inovadoras, acessíveis e com potencial de aplicação real, inclusive para o Sistema Único de Saúde (SUS).

O desempenho na pesquisa e no laboratório garantiu à equipe uma medalha de ouro pelo resultado geral do projeto e uma nomeação entre os quatro melhores na categoria "Biofabricação", a terceira mais disputada do evento.

A abordagem humanizada e a filosofia do grupo também se destacaram entre mais de 400 projetos apresentados, rendendo à equipe o Prêmio de Inclusão Social Através da Ciência. O reconhecimento é concedido a iniciativas que promovem diversidade e acessibilidade na pesquisa científica e foi direcionado às ações paralelas ao projeto “Glycosy-N-ation”, como a produção de um podcast sobre doenças raras, a organização de um workshop de biologia molecular, o evento “Um Dia como Biocientista” e a Missão Araguaia, um escape room adaptado para pessoas com deficiência visual, realizado em parceria com o Lar das Moças Cegas, que incluía atividades como modelar proteínas em massinha.

“Essas conquistas representam o reconhecimento de um trabalho coletivo de excelência e reforçam nosso propósito: fazer ciência com impacto, responsabilidade e inclusão”, destaca Guilherme Pompeu, integrante da equipe.

* Com informações do CEPID B3.
 

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