Ao longo deste segundo semestre, serão publicados 20 artigos que analisam o avanço do conhecimento científico na área de biodiversidade desde 1962 (imagem: reprodução)

Edição especial da revista Biota Neotropica homenageia os 60 anos da FAPESP
08 de setembro de 2022

Ao longo deste segundo semestre, serão publicados 20 artigos que analisam o avanço do conhecimento científico na área de biodiversidade desde 1962

Edição especial da revista Biota Neotropica homenageia os 60 anos da FAPESP

Ao longo deste segundo semestre, serão publicados 20 artigos que analisam o avanço do conhecimento científico na área de biodiversidade desde 1962

08 de setembro de 2022

Ao longo deste segundo semestre, serão publicados 20 artigos que analisam o avanço do conhecimento científico na área de biodiversidade desde 1962 (imagem: reprodução)

 

Agência FAPESP* – Em comemoração aos 60 anos da FAPESP, a revista Biota Neotropica lançou uma edição especial com artigos que analisam a contribuição da Fundação para as pesquisas na área de conservação, uso sustentável e restauração da biodiversidade. Dez deles já se encontram disponíveis na página da revista – editada pelo Programa BIOTA-FAPESP – e no site da Scientific Electronic Library On-line (SciELO).

Segundo o professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e editor-chefe da revista, Carlos Joly, a proposta é destacar os avanços no conhecimento científico desde 1962, quando a FAPESP foi criada. “Creio que esta é uma excelente oportunidade de sintetizarmos a enorme contribuição dada pela Fundação para a grande área temática que a caracterização, conservação, restauração e uso sustentável da biodiversidade abrange. Evidentemente, destaque é dado aos projetos desenvolvidos no âmbito do Programa BIOTA, de 1999 até o presente”, afirma.

“Além das áreas básicas de pesquisa, tais como taxonomia, sistemática, filogenia e história natural, o apoio de longo prazo da FAPESP permitiu que nossa ciência florescesse em vários outros subcampos, incluindo biogeografia, filogeografia, genética populacional, filogenética comunitária, evolução de traços e ecologia de doenças”, contam o professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Célio Haddad e colaboradores ao analisar o estado da arte do conhecimento sobre anfíbios no país.

Os autores destacam, ainda, que o conhecimento da diversidade de anfíbios no Estado de São Paulo em torno do final da década de 1990 era limitado a cerca de 180 espécies e, nos anos 2000, passou a 240. O aumento de mais de 30% em uma década foi possível graças ao uso generalizado de novas técnicas, particularmente o sequenciamento de DNA.

Além das análises do conhecimento gerado nos últimos anos com foco em diferentes grupos taxonômicos, há uma diversidade de outros tópicos tratados nos artigos, o que reflete a amplitude da temática.

Os desafios da aproximação da ciência com as políticas públicas são analisados a partir da experiência de implementação do Novo Código Florestal no Estado de São Paulo por Kaline de Mello, da Universidade de São Paulo (USP), e colaboradores. “As lições aprendidas mostraram que, mesmo concebendo o projeto de forma a atender as necessidades de apoio à implementação da política ambiental, evitando obstáculos normalmente apontados por projetos semelhantes, houve uma grande dificuldade para que contribuições científicas fossem adotadas no processo decisório”, ressaltam os pesquisadores.

As coleções biológicas são outro foco de atenção desse número especial. O apoio dado pela FAPESP ao desenvolvimento das coleções biológicas do Estado de São Paulo se deu tanto na formação das coleções, com o financiamento de projetos cujas coletas formaram a maior parte destes acervos, como no apoio à infraestrutura, modernização das instalações e digitalização das coleções.

“O apoio financeiro às instituições paulistas extravasa os limites do Estado, visto que muitas pesquisas abordam áreas mais abrangentes e/ou estabelecem parcerias diversas com outras instituições não paulistas. Isso se reflete inclusive na abrangência taxonômica e geográfica das coleções biológicas do Estado, uma vez que essas mantêm espécimes/espécies de diferentes regiões do país, ou mesmo de outros países”, ressaltam Michela Borges, da Unicamp, e colaboradores.

Outros artigos exploram, ainda, variadas linhas de pesquisa dentro da área da biodiversidade (como a diversidade de interações, os ciclos biogeoquímicos e a educação), os diferentes ambientes (terrestres, dulciaquícolas e marinhos), a estrutura e o funcionamento de ecossistemas e paisagens, além de abordagens para o uso sustentável da biodiversidade, dos conhecimentos tradicionais à bioprospecção.

Todo o conteúdo da edição especial poderá ser encontrado em: www.biotaneotropica.org.br/BN.

* Com informações de Érica Speglich, do boletim BIOTA Highlight.

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