Doações gerenciadas pela internet
10 de julho de 2006

Secretaria de Estado da Saúde inaugura novo sistema de gerenciamento de transplantes de órgãos. Cadastramento e atualização de informações sobre doadores e receptores passa a ser on-line

Doações gerenciadas pela internet

Secretaria de Estado da Saúde inaugura novo sistema de gerenciamento de transplantes de órgãos. Cadastramento e atualização de informações sobre doadores e receptores passa a ser on-line

10 de julho de 2006

 

Por Thiago Romero

Agência FAPESP - O cadastramento e a atualização de informações sobre novos doadores e receptores de órgãos no Estado de São Paulo já podem ser feitos pela internet. Os 16 mil pacientes que aguardam na fila de transplantes receberão senhas e também poderão, em breve, acompanhar pela rede sua posição.

O novo serviço, desenvolvido pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP), e pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), foi lançado pela Secretaria de Estado da Saúde na sexta-feira (7/7), em cerimônia na capital paulista.

"Até então, o paciente consultava a posição na fila de transplantes por meio de uma plataforma restrita aos hospitais. Com a descentralização do sistema graças à internet, ele poderá acompanhar sua situação a qualquer momento e com maior riqueza de detalhes", disse Vander Orsi, um dos técnicos do IPT responsáveis pelo desenvolvimento do sistema, à Agência FAPESP.

Além de fornecer dados sobre doadores e receptores, a ferramenta disponibilizará exames laboratoriais, prontuários médicos e o histórico dos pacientes atendidos pela Central de Transplantes do Estado. A expectativa é que a distribuição de senhas aos pacientes já cadastrados na central esteja concluída em dezembro.

Até agora, o cadastro de novos pacientes era enviado por meio de documento impresso. Com a informatização, deverá ser poupado o transporte anual de pelo menos 90 mil documentos, que circulam das equipes médicas até a Central de Transplante.

"Além de evitar o extravio de papéis, o processo torna-se menos burocratizado. A contribuição para o aumento do número de transplantes, em todo o estado, será maior", aponta Orsi. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, até o final de junho foram registrados em São Paulo 555 transplantes de órgãos, 5% a mais do que no mesmo período em 2005.

Segundo Orsi, a plataforma foi desenvolvida para o Estado de São Paulo, mas poderá servir de referência para a criação, pelo Ministério da Saúde, de uma base de dados mais ampla, que englobaria todo o país.

Mais informações: www.saude.sp.gov.br.


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