Descoberta no Chade de fósseis de grandes mamíferos, parentes do hipopótamo, sugere que parte do atual deserto do Saara teve, há mais de 5 milhões de anos, um ambiente 'exuberante' (foto: Pnas)
Descoberta no Chade de fósseis de grandes mamíferos, parentes do hipopótamo, sugere que parte do atual deserto do Saara teve, há mais de 5 milhões de anos, um ambiente "exuberante"
Descoberta no Chade de fósseis de grandes mamíferos, parentes do hipopótamo, sugere que parte do atual deserto do Saara teve, há mais de 5 milhões de anos, um ambiente "exuberante"
Descoberta no Chade de fósseis de grandes mamíferos, parentes do hipopótamo, sugere que parte do atual deserto do Saara teve, há mais de 5 milhões de anos, um ambiente 'exuberante' (foto: Pnas)
O sítio africano contém uma elevada quantidade de fósseis do Libycosaurus, um grande mamífero e parente distante do atual hipopótamo. Os registros são do Mioceno superior, período geológico que durou de 11 milhões a 5 milhões de anos atrás.
Segundo o estudo liderado pelo francês Jean-Renaud Boisserie, da Universidade de Poitiers e da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, os fósseis descobertos revelam a presença de um dente extra que teria surgido anteriormente, há cerca de 12 milhões de anos, em uma pequena e isolada população dos animais.
De acordo com o estudo, que será publicado pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), primeiro no site e depois na versão impressa, o ancestral direto do Libycosaurus teria surgido por volta de 41 milhões de anos atrás, na atual Mianmá (antiga Birmânia), na Ásia.
Para os pesquisadores, a migração desses animais para a África e a distribuição de outras espécies de mamíferos pelo continente africano sugerem que um "ambiente exuberante" ligou bacias entre o Chade e a Líbia, em região onde hoje está parte do Saara.
Por conseqüência, o estudo amplia o provável hábitat do mais antigo hominídeo conhecido, o Sahelanthropus tchadensis, conhecido como homem de Toumai, para o norte da região de Toros-Ménalla em direção à Líbia.
O artigo Anthracothere dental anatomy reveals a late Miocene Chado-Libyan bioprovince, de Jean-Renaud Boisserie e colegas, pode ser lido por assinantes da Pnas em www.pnas.org.
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