Descoberta no Chade de fósseis de grandes mamíferos, parentes do hipopótamo, sugere que parte do atual deserto do Saara teve, há mais de 5 milhões de anos, um ambiente 'exuberante' (foto: Pnas)

Deserto fértil
23 de maio de 2006

Descoberta no Chade de fósseis de grandes mamíferos, parentes do hipopótamo, sugere que parte do atual deserto do Saara teve, há mais de 5 milhões de anos, um ambiente "exuberante"

Deserto fértil

Descoberta no Chade de fósseis de grandes mamíferos, parentes do hipopótamo, sugere que parte do atual deserto do Saara teve, há mais de 5 milhões de anos, um ambiente "exuberante"

23 de maio de 2006

Descoberta no Chade de fósseis de grandes mamíferos, parentes do hipopótamo, sugere que parte do atual deserto do Saara teve, há mais de 5 milhões de anos, um ambiente 'exuberante' (foto: Pnas)

 

Agência FAPESP - A descoberta de dentes fósseis bem preservados no sítio de Toros-Ménalla, no Chade, país da África Central, indica como condições climáticas definiram a disseminação de mamíferos semi-aquáticos na região que se transformou no atual deserto do Saara.

O sítio africano contém uma elevada quantidade de fósseis do Libycosaurus, um grande mamífero e parente distante do atual hipopótamo. Os registros são do Mioceno superior, período geológico que durou de 11 milhões a 5 milhões de anos atrás.

Segundo o estudo liderado pelo francês Jean-Renaud Boisserie, da Universidade de Poitiers e da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, os fósseis descobertos revelam a presença de um dente extra que teria surgido anteriormente, há cerca de 12 milhões de anos, em uma pequena e isolada população dos animais.

De acordo com o estudo, que será publicado pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), primeiro no site e depois na versão impressa, o ancestral direto do Libycosaurus teria surgido por volta de 41 milhões de anos atrás, na atual Mianmá (antiga Birmânia), na Ásia.

Para os pesquisadores, a migração desses animais para a África e a distribuição de outras espécies de mamíferos pelo continente africano sugerem que um "ambiente exuberante" ligou bacias entre o Chade e a Líbia, em região onde hoje está parte do Saara.

Por conseqüência, o estudo amplia o provável hábitat do mais antigo hominídeo conhecido, o Sahelanthropus tchadensis, conhecido como homem de Toumai, para o norte da região de Toros-Ménalla em direção à Líbia.

O artigo Anthracothere dental anatomy reveals a late Miocene Chado-Libyan bioprovince, de Jean-Renaud Boisserie e colegas, pode ser lido por assinantes da Pnas em www.pnas.org.


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