Dengue é mais prejudicial a idosos | AGÊNCIA FAPESP

Foto: Funasa

Dengue é mais prejudicial a idosos

31 de julho de 2003

Agência FAPESP - Entre os infectados com o vírus da dengue, os idosos são mais propensos à necessidade de hospitalização e a adquirir formas severas de infecção e correm mais risco de vida na comparação com qualquer outro grupo etário, exceto as crianças pequenas.

As descobertas são parte da primeira pesquisa que analisou as manifestações clínicas da infecção por dengue entre pessoas com mais de 65 anos. O estudo foi realizado por Enid J. García-Rivera e José G. Rigau-Pérez, do Centro dos Estados Unidos para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), de San Juan, Porto Rico, e publicado pela Revista Panamericana de Salud Pública, da Organização Panamericana de Saúde.

Os pesquisadores analisaram dados de mais de 17,6 mil casos de dengue em Porto Rico, confirmados em laboratório, entre 1994 e 1999. Os pacientes foram divididos em quatro grupos etários: crianças pequenas (até 23 meses), jovens (de 2 a 18 anos), adultos (19 a 64) e idosos (acima de 65).

García-Rivera e Rigau-Pérez verificaram que os idosos estiveram mais sujeitos à hospitalização do que os grupos de jovens e adultos e apenas um pouco menos do que o grupo de até 23 meses. O mesmo padrão foi observado no índice de mortalidade e nas ocorrências da dengue hemorrágica, o tipo mais severo da doença.

A dengue é uma doença febril aguda, de etiologia viral e de evolução benigna na forma clássica, e grave quando se apresenta na forma hemorrágica. Segundo a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), O dengue é hoje a mais importante arbovirose que afeta o homem e constitui-se em sério problema de saúde pública no mundo, especialmente nos países tropicais, onde as condições do meio ambiente favorecem o desenvolvimento e a proliferação do Aedes aegypti, o principal mosquito vetor.

Especialistas em saúde estimam que cerca de 3 bilhões de pessoas em todo o mundo vivam em regiões onde há risco de contrair a doença. Ainda não se descobriu uma vacina para prevenir a infecção. A Funasa indica diversas medidas preventivas para controlar a doença, como melhoria de saneamento básico, manejo ambiental e a participação comunitária no sentido de evitar a infestação domiciliar do Aedes. No Brasil, segundo a Funasa, foram notificados 243.478 casos de dengue no primeiro semestre de 2003. Apesar de elevado, o valor representa uma redução no primeiro e segundo trimestre de 72,48% e 53,15%, respectivament,e quando comparados aos mesmos períodos de 2002.

  • Para ler o artigo de García-Rivera e Rigau-Pérez, clique aqui.
  • Para ler mais sobre o dengue e medidas de controle indicadas pela Funasa, clique aqui.



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