O estudo Promoção da saúde ocular na escola: percepções de professores sobre erros de refração se propôs a verificar quão sensíveis são os docentes de escolas públicas de São Paulo para detectar deficiências visuais dos alunos. O objetivo do levantamento é subsidiar programas de treinamento para professores no que se refere à detecção e assistência de crianças com alterações oftalmológicas.
A pesquisa foi desenvolvida por Jane de Eston Armond, diretora do Centro para a Organização da Atenção à Saúde da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, Edméa Temporini, assessora de pesquisa em Oftalmologia da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e Milton Ruiz Alvez, também professor da USP e da Unicamp.
Os pesquisadores aplicaram um questionário exploratório na população de professores da primeira série do ensino fundamental de todas as escolas públicas da região sul de São Paulo. O universo de trabalho resultou em 545 docentes, distribuídos em 120 escolas, com média etária de 37,8 anos e 13,2 anos de magistério. A maioria deles (67,4%) não havia recebido orientações sobre saúde ocular nos últimos três anos.
Constatou-se que os professores identificam a miopia com mais facilidade (70,8%) do que a hipermetropia (42,9%) e o astigmatismo (40,9%). Eles relataram comportamentos indicativos em crianças com problemas de visão sem correção óptica. Nos alunos míopes o mais comum é levantar-se da cadeira e "apertar" os olhos para enxergar as letras na lousa. Nas crianças hipermétropes foram dificuldades de leitura e escrita, tonturas e enjôo. Já para os astigmatas, os aspectos mais mencionados pelos docentes foram vista embaçada, desinteresse por atividades que exigem esforço visual e dores de cabeça.
Grande parte dos docentes considerou a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo problemas muito graves, o que caracteriza conhecimentos distorcidos ou insuficientes a respeitos de erros de refração.
Clique aqui para ler o texto integral do trabalho que está disponível na biblioteca eletrônica SciElo.
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