Dasa premia brain4care na categoria healthtech em prêmio de inovação médica | AGÊNCIA FAPESP

Dasa premia brain4care na categoria healthtech em prêmio de inovação médica Com apoio da FAPESP, empresa desenvolveu tecnologia pioneira de monitoramento de variações de volume e pressão dentro do crânio. Método já foi aprovada pela Anvisa e por agência reguladora norte-americana (foto: brain4care/divulgação)

Dasa premia brain4care na categoria healthtech em prêmio de inovação médica

17 de janeiro de 2022

Agência FAPESP – A brain4care, empresa brasileira que desenvolveu a tecnologia pioneira de monitoramento de variações de volume e pressão dentro do crânio, com apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP, foi a vencedora do Prêmio Dasa de Inovação Médica, na categoria Inovação em healthtech. Os ganhadores foram anunciados em dezembro (veja outros vencedores apoiados em: agencia.fapesp.br/37600).

Com a avaliação de 17 jurados de diferentes áreas da saúde, a premiação busca reconhecer projetos, instituições e profissionais do segmento que fazem a diferença nas áreas científica, clínica e assistencial com potencial inovador capaz de mudar a vida e a saúde dos brasileiros.

De acordo com Plínio Targa, CEO da brain4care, o prêmio representa o reconhecimento da comunidade da saúde brasileira sobre a tecnologia desenvolvida pela marca, trazendo um selo de inovação a um porte que nunca tiveram antes.

“Saímos da utopia de healthtech de ciência para termos a certeza de que a nossa solução muda o desfecho de saúde dos pacientes e salva vidas, permitindo que médicos interpretem os sinais presencialmente ou a distância e tenham à disposição uma informação adicional e antecipada para a tomada de decisão clínica. Nenhum outro método é tão preditivo, acessível e barato, o que faz toda a diferença em um país como o nosso, em que vivemos uma distribuição desigual de recursos e onde apenas 15% dos municípios possuem um tomógrafo”, afirma.

O executivo sublinha que é representativo receber o prêmio justamente no ano do falecimento do cientista Sérgio Mascarenhas, que idealizou a tecnologia. “É uma honra e mostra que estamos no caminho certo, além de ser um marco em nossa história. Somos pioneiros em muitas coisas. Fomos os primeiros a dizer e provar que a caixa craniana é expansível, por meio de estudos feitos pelo Sérgio; primeiros no mundo a desenvolver a nossa tecnologia não invasiva; primeira empresa brasileira a ser acelerada pela Singularity University; uma das primeiras a ter a solução completa aprovada pela FDA [agência regulatória dos EUA para alimentos e fármacos]; e, agora, também fazemos nossa estreia na categoria Inovação em Healthtech do Prêmio Dasa”, diz.

O método, aprovado no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), obteve em outubro de 2021 o aval da FDA para comercializar sua solução completa no mercado dos Estados Unidos. Com isso, a healthtech de São Carlos, interior de São Paulo, fundada por Mascarenhas, parte para conquistar uma fatia estimada em US$ 1 bilhão no mercado americano.

Estudo publicado pela revista científica Lancet Neurology, em 2020, aponta os distúrbios neurológicos como segunda causa de morte prematura no mundo (9 milhões de vidas por ano) e a primeira em incapacidades, com alta concentração de desfechos negativos em países de renda média-baixa (78,5% das mortes e 77,3% da incapacidade).

A realidade brasileira ilustra o que ocorre nos países que concentram os desfechos negativos causados por distúrbios neurológicos no mundo: os casos estão em todos os lugares e os recursos necessários aos cuidados estão concentrados nos grandes centros. “O momento requer tecnologias que derrubem os muros e conectem a necessidade de saúde dos meios de resolução, eliminando desperdícios. Concebemos nossa tecnologia para ser simples e acessível”, diz Targa.

A tecnologia está presente em 53 instituições de saúde em todo o país. A healthtech conta com escritórios em São Paulo, São Carlos e Atlanta, nos Estados Unidos.
 

  Republicar
 

Republicar

A Agência FAPESP licencia notícias via Creative Commons (CC-BY-NC-ND) para que possam ser republicadas gratuitamente e de forma simples por outros veículos digitais ou impressos. A Agência FAPESP deve ser creditada como a fonte do conteúdo que está sendo republicado e o nome do repórter (quando houver) deve ser atribuído. O uso do botão HMTL abaixo permite o atendimento a essas normas, detalhadas na Política de Republicação Digital FAPESP.


Assuntos mais procurados