Mas um artigo publicado na edição atual do Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) acaba de reabrir a história. As pesquisas conduzidas pela equipe de Gerta Keller, da Universidade de Princeton, mostra que a cratera mexicana é, pelo menos, 300 mil anos mais antiga do que se imaginava. Ou seja, ela não é contemporânea do processo que exterminou os dinossauros e vários outros grupos de organismos da superfície terrestre.
Para chegar à idade correta da feição geológica localizada no interior do México, o grupo de Kerta, formado por seis cientistas de diversos países, apoiou-se em estudos de sedimentologia, bioestratigrafia, magnoestratigrafia, isótopos estáveis e íridio, substância química bastante presente em meteoros.
"A cratera que realmente ajudou a provocar a grande extinção em massa do final do Cretáceo ainda permanece desconhecida dos cientistas", escreveram os autores no artigo recém-publicado. "Talvez a cratera de Shiva, na Índia, possa ser a próxima candidata."
No estudo, os pesquisadores defendem ainda uma revisão na tese que explica a extinção em massa dos dinoussauros. Para eles, não foi um único impacto, mas uma série deles, que transformou o clima na Terra.
"Além dos meteoros, as atividades vulcânicas daquele período e a emissões de gases que contribuíram para uma espécie de efeito estufa também devem ser corretamente avaliadas", escreveram no artigo.
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