Obra apresenta o estado da arte da conservação no Brasil
Livro aborda o estado da arte na biologia da conservação. Mais de 50 pesquisadores participaram da obra, voltada para o público acadêmico e gestores
Livro aborda o estado da arte na biologia da conservação. Mais de 50 pesquisadores participaram da obra, voltada para o público acadêmico e gestores
Obra apresenta o estado da arte da conservação no Brasil
Agência FAPESP - Mudança climática, biogeografia, fragmentação florestal, declínio de espécies, manejo de fauna silvestre, utilização de técnicas genéticas, definição de prioridades para conservação educação ambiental. A lista de assuntos abordados no livro Biologia da Conservação: Essências é enorme e mais de 50 pesquisadores participaram da produção.
"É uma obra que procura apresentar o estado da arte da conservação e que vem preencher uma lacuna nesse campo, em termos de exemplos brasileiros. Todo o conteúdo é feito com base na realidade nacional", explica Maria Alice Alves, uma das editoras e professora do Departamento de Ecologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), à Agência FAPESP.
Ao longo das quase 600 páginas, distribuídas em 24 capítulos, teorias e metodologias recentes são discutidas em linguagem que permite atingir a comunidade acadêmica e também os gestores públicos, principalmente os responsáveis por áreas protegidas. "Vários grupos da sociedade poderão agora acessar informações atualizadas sobre a conservação ambiental", afirma Maria Alice.
Segundo a pesquisadora, a importante ligação entre a teoria e a prática já está presente no prefácio do livro, escrito por Bráulio Dias, representante do Ministério do Meio Ambiente. "Esperamos dar uma importante contribuição para orientar melhor os projetos de conservação no Brasil, sejam eles governamentais, não-governamentais ou privados", afirma Maria Alice.
Perguntas importantes do ponto de vista ambiental são bastante discutidas ao longo dos capítulos da publicação. Até quando os ecossistemas do planeta vão suportar a ação predatória do homem? É possível reverter esse processo de degradação ambiental e social? O que o futuro reserva caso sejam mantidos os atuais padrões de produção e consumo?
Segundo Luiz Paulo Pinto, diretor do programa Mata Atlântica da ONG Conservação Internacional, publicações como essa são essenciais para disseminar trabalhos de ciência de qualidade em favor da conservação da biodiversidade nacional.
A Conservação Internacional participou do projeto com apoio financeiro e científico. Em termos geográficos, explica Maria Alice, todos os importantes biomas nacionais também são abordados, como a Mata Atlântica e o Cerrado.
Mais informações: www.rimaeditora.com.br
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