A segunda edição da FAPESP Week Alemanha reuniu esta semana cientistas de São Paulo e representantes de 89 universidades e instituições de pesquisa do país europeu (foto: Christian Demarco)

Cooperação internacional
Conjuntura internacional favorece a expansão da cooperação científica entre o Brasil e a Alemanha
26 de março de 2025
EN

Avaliação foi feita por participantes da cerimônia de abertura da FAPESP Week no país

Cooperação internacional
Conjuntura internacional favorece a expansão da cooperação científica entre o Brasil e a Alemanha

Avaliação foi feita por participantes da cerimônia de abertura da FAPESP Week no país

26 de março de 2025
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A segunda edição da FAPESP Week Alemanha reuniu esta semana cientistas de São Paulo e representantes de 89 universidades e instituições de pesquisa do país europeu (foto: Christian Demarco)

 

Elton Alisson, de Berlim | Agência FAPESP – A atual conjuntura internacional, marcada por instabilidades na ordem mundial, representa uma janela de oportunidades para o Brasil e a Alemanha estreitarem a cooperação científica e tecnológica.

A avaliação foi feita por participantes da cerimônia de abertura da FAPESP Week Alemanha, nesta terça-feira (25/03).

O evento, que a FAPESP e a Sociedade Alemã de Amparo à Pesquisa (DFG) realizam até hoje (26/03) na Universidade Livre de Berlim, visa fortalecer os vínculos entre pesquisadores de São Paulo e do país europeu para promover parcerias de pesquisa.

“Vivemos tempos não só instáveis, mas disruptivos, que, por outro lado, abrem uma perspectiva brilhante e otimista para aumentarmos a cooperação científica entre o Estado de São Paulo de São Paulo e a Alemanha”, avaliou Günter Ziegler, reitor da Freie Universität Berlin e porta-voz da Berlin University Alliance – consórcio formado pelas universidades Livre de Berlim, Humboldt e Técnica de Berlim e o Charité (hospital universitário).


Heide Ahrens, Marco Antonio Zago, Paulo Gustavo Iansen de Sant’Ana e Günter Ziegle (foto: Elton Alisson/Agência FAPESP)

“Todos nós entendemos quanto podemos nos beneficiar da cooperação acadêmica, cujos benefícios são tangíveis e trazem inovação, ideias e soluções, mas também são instrumentos de combate ao populismo, à falsidade e à desinformação. E, como reitor de uma universidade, defenderei a liberdade acadêmica, que é uma lei fundamental e um componente-chave da democracia da maneira como a entendemos”, sublinhou.

Em sua fala, o presidente da FAPESP, Marco Antonio Zago, destacou que a cooperação científica e tecnológica entre o Estado de São Paulo e a Alemanha é forte e tem crescido ao longo dos últimos anos. Em 2021, pesquisadores vinculados a universidades e instituições de pesquisa paulistas publicaram 2 mil artigos em parceria com colegas alemães, o que representa o dobro do número registrado há seis anos. O impacto médio foi de 3,5, e 56% deles foram publicados em revistas científicas que estão entre as 10 com maior impacto internacional.

“A Alemanha, juntamente com os Estados Unidos e o Reino Unido são os três parceiros de longo prazo mais importantes da comunidade científica de São Paulo. E estamos aqui para expandir e fortalecer a colaboração que pode assumir muitos formatos diferentes. Estamos pensando em pequenos ou grandes projetos de pesquisa bilaterais, dentro da academia, que como sempre, quando possível, devem incluir a participação de empresas”, ponderou.

A secretária-geral da DFG, Heide Ahrens, lembrou que FAPESP mantém colaboração com diversas instituições relacionadas à pesquisa científica na Alemanha, como o Ministério Federal da Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF), a Sociedade Max Planck, o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), o Centro Universitário da Baviera para a América Latina (Baylat), a Sociedade Fraunhofer, várias universidades e o Centro Alemão de Ciência e Inovação (DWIH).

“Estou muito feliz em dar as boas-vindas aos representantes desses parceiros hoje aqui na FAPESP Week Alemanha. E estou satisfeita por podermos dar as boas-vindas também a pesquisadores em estágios iniciais de suas carreiras. Um dos principais objetivos da DFG é que vocês, que ainda estão no início de suas carreiras, se beneficiem das oportunidades oferecidas pela cooperação internacional e ganhem experiência no que esperamos que sejam novos projetos internacionais”, afirmou.

O ministro-conselheiro da Embaixada do Brasil na Alemanha, Paulo Gustavo Iansen de Sant’Ana, avaliou que os cientistas brasileiros ajudam a projetar a imagem do país e abrem portas para o governo.

“Ao terem vindo aqui [para a Alemanha, para participar do evento], vocês nos ajudam a fazer o nosso trabalho de promover a imagem do Brasil e ajudam o país a ser um parceiro estratégico da Alemanha. E o momento atual é perfeito para fortalecer a parceria entre os dois países. Temos governos, nações, que poderiam lucrar e aprender muito uma com a outra, e a FAPESP Week Alemanha representa um passo muito importante nessa direção”, avaliou.

Mais informações sobre a FAPESP Week Alemanha: fapesp.br/week/2025/germany.
 

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