Equipe da Unicamp finaliza protótipo de colheitadeira de tomate de mesa. Objetivo é aumentar a produtividade no campo e melhorar as condições de trabalho dos agricultores (foto: Divulgação)

Colheita otimizada

Equipe da Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp finaliza protótipo de colheitadeira de tomate de mesa. Objetivo é aumentar a produtividade no campo, diminuindo o índice de desperdício de 30% para 8%, além de melhorar as condições de trabalho dos agricultores

20 de dezembro de 2006
Colheita otimizada

Equipe da Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp finaliza protótipo de colheitadeira de tomate de mesa. Objetivo é aumentar a produtividade no campo, diminuindo o índice de desperdício de 30% para 8%, além de melhorar as condições de trabalho dos agricultores

20 de dezembro de 2006

Equipe da Unicamp finaliza protótipo de colheitadeira de tomate de mesa. Objetivo é aumentar a produtividade no campo e melhorar as condições de trabalho dos agricultores (foto: Divulgação)

 

Por Thiago Romero

Agência FAPESP - A produção mundial de tomates em 2005 ultrapassou 120 milhões de toneladas. O Brasil é o nono produtor, com uma safra de 3,3 milhões de toneladas anuais, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). O Estado de São Paulo é o maior produtor brasileiro, com um volume estimado em 700 mil toneladas, seguido por Goiás e Minas Gerais.

Considerando que aproximadamente 60% do tomate produzido no país é destinado para o consumo in natura e o restante é utilizado para o processamento industrial de molhos e sucos, pesquisadores da Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista, finalizaram o protótipo de uma colheitadeira de tomate de mesa, capaz de processar até duas toneladas do fruto por hora de trabalho.

"O protótipo foi criado não só para permitir o aumento da produtividade no campo, mas também para oferecer melhores condições de trabalho aos agricultores", disse o coordenador do projeto e professor da Feagri, Marcos David Ferreira, à Agência FAPESP. "A idealização do projeto se baseou em conceitos de ergonomia para evitar a má postura dos trabalhadores, ao mesmo tempo em que é possível preservar a mão-de-obra humana, pois são necessárias 11 pessoas para operar a máquina", explica.

O equipamento, que recebeu o nome de Unidade Móvel de Auxílio à Colheita (Unimac), possui uma plataforma móvel de seis metros de largura, tração nas quatro rodas para favorecer a operação em terrenos inclinados e acionamento elétrico. Enquanto o equipamento se desloca para executar a colheita, os trabalhadores limpam os frutos, os classificam por tamanho e cor e embalam o produto final.

Ferreira garante que o equipamento reduzirá as perdas durante a colheita: o desperdício chega a 30% da produção nacional, devido aos danos físicos causados pelo manuseio dos frutos. "Praticamente toda a colheita de tomates de mesa no Brasil ainda é realizada manualmente para que sejam tomados os cuidados que o processamento requer", explica. "Mesmo assim as perdas são grandes e nossa meta é acompanhar os padrões internacionais e reduzir esse índice para 8%", afirma Ferreira.

A Unimac demorou quatro anos para ficar pronta e ainda não tem um preço de mercado definido. As pesquisas que embasaram a tecnologia geraram oito dissertações de mestrado e 14 artigos científicos publicados em revistas nacionais e internacionais. O projeto contou com auxílio no âmbito do Programa Jovem Pesquisador da FAPESP.

Mais informações: www.feagri.unicamp.br/unimac.


 

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