Segundo o professor Flávio Meirelles, coordenador geral do projeto e do Laboratório de Morfofisiologia Molecular e Desenvolvimento da FZEA, existem ainda mais oito gestações em andamento dentro do mesmo projeto. "Quatro desses clones devem nascer até julho. A gestação dos demais vai até setembro", explicou em comunicado da Vitrogen. A parceria é fundamental, segundo o pesquisador, porque a universidade sozinha não teria condições de manter as gestações em larga escala.
Se do lado acadêmico o principal objetivo é avançar na geração do conhecimento, do lado empresarial a intenção da clonagem em escala é multiplicar o material genético de algum animal considerado excepcional. É a chamada busca pelo rebanho perfeito. No caso dos bezerros que nasceram em maio, eles foram clonados, por transferência nuclear, de um touro recordista na produção de sêmen no Brasil. O nome do animal não foi divulgado.
Segundo a Vitrogen, desde o nascimento da bezerra Independência, em setembro do ano passado – o primeiro clone da parceria com a FZEA –, muitos de seus clientes encomendaram clones. Toda a parte científica desses nascimentos é de responsabilidade do grupo liderado por Meirelles.
No Brasil, a Embrapa foi a pioneira nessas pesquisas com clonagem animal. A bezerra Vitória, nascida em 2001, foi a primeira experiência feita no país com esse tipo de técnica. Os pesquisadores usaram o material genético retirado de um embrião de uma vaca Simental para a obtenção do clone.
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