Exposição conta a história do naturalista suíço Emílio Goeldi (foto) na Amazônia e de como o país começou a sistematizar informações científicas sobre a floresta tropical

Ciência amazônica
30 de maio de 2006

Exposição Reencontros: Emílio Goeldi e o Museu Paraense, em Belém (PA), conta a história do naturalista suíço na Amazônia e de como o país começou a sistematizar informações científicas sobre a floresta tropical

Ciência amazônica

Exposição Reencontros: Emílio Goeldi e o Museu Paraense, em Belém (PA), conta a história do naturalista suíço na Amazônia e de como o país começou a sistematizar informações científicas sobre a floresta tropical

30 de maio de 2006

Exposição conta a história do naturalista suíço Emílio Goeldi (foto) na Amazônia e de como o país começou a sistematizar informações científicas sobre a floresta tropical

 

Agência FAPESP - O ciclo de comemorações dos 140 anos do Museu Paraense Emílio Goeldi, criado em 6 de outubro de 1866, começou com a abertura da exposição Reencontros: Emílio Goeldi e o Museu Paraense, no Parque Zoobotânico, em Belém.

A mostra, prevista para ficar em cartaz por dois anos, conta como o país começou a sistematizar informações científicas sobre a Amazônia a partir da vida do naturalista suíço Emílio Goeldi (1859-1917), responsável pela consolidação do museu. Para isso, uma "linha do tempo" mostra toda a trajetória de Goeldi, desde seu nascimento até sua morte.

A intenção dos organizadores é apresentar aos visitantes como o antigo Museu Paraense de Etnographia e História Natural se tornou o atual Museu Paraense Emílio Goeldi, uma das mais produtivas instituições científicas nacionais, recebendo prêmios em Londres, Itália e Estados Unidos.

O início da ciência na Amazônia é ilustrado por meio de fotos, textos, ilustrações, mobiliário de época e peças do acervo biológico, etnográfico e arqueológico do museu. O visitante tem a oportunidade de conhecer os primeiros espécimes das coleções botânica e zoológica, alguns coletados pelo próprio Goeldi.

A coleção etnográfica apresenta ainda objetos rituais de etnias indígenas e quilombolas, algumas já extintas na região amazônica. Adiante, a coleção arqueológica traz ao público vestígios dos primeiros habitantes da Amazônia, como as seculares urnas funerárias e restos ósseos indígenas.

A mostra Reencontros também presta uma homenagem a outras pessoas que auxiliaram Goeldi na gestão da instituição, entre elas o botânico Jacques Huber e a ornintóloga Emília Snethlage, além de apresentar depoimentos de diversas personalidades como Lauro Sodré, governador do Pará na época, e Franz Steindachner, do Imperial Museu de História Natural de Viena.


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