Governo chinês anuncia que vai elevar os gastos em C&T progressivamente até 2020, quando US$ 112 bilhões deverão ser investidos no setor
Plano do país para erradicar a pobreza até 2050 considera como estratégico o investimento em C&T e o estímulo ao conhecimento científico da população
Plano do país para erradicar a pobreza até 2050 considera como estratégico o investimento em C&T e o estímulo ao conhecimento científico da população
Governo chinês anuncia que vai elevar os gastos em C&T progressivamente até 2020, quando US$ 112 bilhões deverão ser investidos no setor
Com a economia crescendo a uma média assombrosa de 9,4% ao ano desde 1978 – mais do que a de qualquer outro país –, os chineses olham para o futuro querendo muito mais. Para tanto, uma área considerada estratégica é ciência e tecnologia.
Em fevereiro, o governo chinês divulgou uma série de políticas para promover o contínuo crescimento econômico e tirar a população da pobreza até 2050. O primeiro passo será elevar os gastos em ciência e tecnologia de 1,3% para 2,5% do produto interno bruto até 2020, ano em que o investimento no setor deverá chegar a US$ 112 bilhões.
Foram definidas como prioritárias as áreas de energia, saúde, agricultura, biotecnologia e nanotecnologia. Segundo o Centro de Pesquisas Nacionais da China, 60% do crescimento do país deverá estar baseado em C&T em 2020, quando se estima que a dependência de tecnologias estrangeiras cairá dos 50% atuais para 30%.
Para que o ambicioso plano dê certo, o governo chinês incluiu como prioridade estratégica o estímulo ao interesse científico. Segundo a agência de notícias SciDev.Net, o plano tem dois objetivos principais: ampliar o potencial científico e o papel que a ciência tem no desenvolvimento do país e equipar a população com a capacidade de aplicar o conhecimento científico e tecnológico no seu dia-a-dia.
A China quer que, em 2010, o conhecimento científico da população atinja o nível verificado em países industrializados na década de 1980. Dez anos depois, a idéia é chegar aos níveis de hoje dos mesmos países.
Pesquisa feita em 2003 mostrou que apenas 2% das 8,5 mil pessoas entrevistadas tinham um conhecimento básico de ciência e tecnologia. Levantamento similar feito nos Estados Unidos em 2004, pela National Science Foundation (NSF), apontou número próximo a 20%.
Crianças, comunidades rurais, trabalhadores urbanos e funcionários do governo são os grupos escolhidos como prioritários para o plano de estímulo ao conhecimento científico chinês.
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