Cientistas tentam entender como o cérebro toma decisões (imagem: NIH)
Ao navegar por um labirinto virtual, por exemplo, o ser humano precisa tomar decisões com base em informações incompletas e atualizá-las a cada instante para conseguir cumprir seu objetivo. Pesquisa demonstra que isso ocorre em diferentes regiões do córtex cerebral
Ao navegar por um labirinto virtual, por exemplo, o ser humano precisa tomar decisões com base em informações incompletas e atualizá-las a cada instante para conseguir cumprir seu objetivo. Pesquisa demonstra que isso ocorre em diferentes regiões do córtex cerebral
Cientistas tentam entender como o cérebro toma decisões (imagem: NIH)
Para tentar entender melhor em quais partes do cérebro ocorre esse processo decisório, Wako Yoshida e Shin Ishii, pesquisadores do Instituto de Ciência e Tecnologia Nara, no Japão, resolveram acompanhar o comportamento elétrico do córtex, região do cérebro já relacionada, em estudos anteriores, com as tomadas de decisão. O trabalho será publicado na edição desta quinta-feira (1º/6) do periódico Neuron.
Os pesquisadores japoneses montaram um experimento virtual. Eles montaram um labirinto em três dimensões em um computador e "colocaram" os voluntários em pontos diferentes do circuito. A cada uma das pessoas foi dado um objetivo. A navegação pelo espaço tridimensional foi totalmente monitorada pelos cientistas.
Os resultados mostraram que o cérebro trabalha com dois conjuntos de pensamento, que vão sendo alternados durante o percurso. Um desses estados cognitivos é responsável por dar a localização exata do indivíduo no labirinto. O outro é chamado de estado cognitivo operacional. Ou seja, ele recebe as informações novas e atualiza o procedimento a ser tomado em seguida. O itinerário já percorrido no labirinto também é levado em consideração.
Em termos anatômicos, e esse foi um dos avanços importantes da pesquisa, Yoshida e Ishii conseguiram demonstrar que o primeiro estado cognitivo está ligado ao córtex préfrontal anterior. E o segundo, ao córtex préfrontal medial. Apesar de o experimento realizado no Japão levar em conta apenas o ambiente artificial, os pesquisadores – que utilizaram ainda modelos estatísticos avançados no estudo – acreditam que o processo de tomada de decisão funcione da mesma forma no mundo real.
Mais informações em www.neuron.org
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