Cientistas tentam entender como o cérebro toma decisões (imagem: NIH)

Cérebro em funcionamento
31 de maio de 2006

Ao navegar por um labirinto virtual, por exemplo, o ser humano precisa tomar decisões com base em informações incompletas e atualizá-las a cada instante para conseguir cumprir seu objetivo. Pesquisa demonstra que isso ocorre em diferentes regiões do córtex cerebral

Cérebro em funcionamento

Ao navegar por um labirinto virtual, por exemplo, o ser humano precisa tomar decisões com base em informações incompletas e atualizá-las a cada instante para conseguir cumprir seu objetivo. Pesquisa demonstra que isso ocorre em diferentes regiões do córtex cerebral

31 de maio de 2006

Cientistas tentam entender como o cérebro toma decisões (imagem: NIH)

 

Agência FAPESP - O cérebro humano está sempre preparado para ajustar-se à adaptação. Com base em informações incompletas, mas atualizadas a cada instante, ele consegue promover mudanças consideráveis no pensamento, que vão acabar gerando novas tomadas de decisão.

Para tentar entender melhor em quais partes do cérebro ocorre esse processo decisório, Wako Yoshida e Shin Ishii, pesquisadores do Instituto de Ciência e Tecnologia Nara, no Japão, resolveram acompanhar o comportamento elétrico do córtex, região do cérebro já relacionada, em estudos anteriores, com as tomadas de decisão. O trabalho será publicado na edição desta quinta-feira (1º/6) do periódico Neuron.

Os pesquisadores japoneses montaram um experimento virtual. Eles montaram um labirinto em três dimensões em um computador e "colocaram" os voluntários em pontos diferentes do circuito. A cada uma das pessoas foi dado um objetivo. A navegação pelo espaço tridimensional foi totalmente monitorada pelos cientistas.

Os resultados mostraram que o cérebro trabalha com dois conjuntos de pensamento, que vão sendo alternados durante o percurso. Um desses estados cognitivos é responsável por dar a localização exata do indivíduo no labirinto. O outro é chamado de estado cognitivo operacional. Ou seja, ele recebe as informações novas e atualiza o procedimento a ser tomado em seguida. O itinerário já percorrido no labirinto também é levado em consideração.

Em termos anatômicos, e esse foi um dos avanços importantes da pesquisa, Yoshida e Ishii conseguiram demonstrar que o primeiro estado cognitivo está ligado ao córtex préfrontal anterior. E o segundo, ao córtex préfrontal medial. Apesar de o experimento realizado no Japão levar em conta apenas o ambiente artificial, os pesquisadores – que utilizaram ainda modelos estatísticos avançados no estudo – acreditam que o processo de tomada de decisão funcione da mesma forma no mundo real.

Mais informações em www.neuron.org


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