O clima era agradável e, por ser uma fase interglacial, os hominídeos poderiam se aventurar pelo globo terrestre. Segundo artigo publicado na edição desta quinta-feira (15/12) da revista Nature, foi exatamente o que ocorreu. O novo estudo aponta que naquele momento, pela primeira vez, os antepassados dos homens modernos chegaram ao que hoje se conhece por Inglaterra.
A equipe de Simon Parfitt, do Instituto de Arqueologia da Universidade de Londres, datou artefatos de pedra encontrados no sudeste do país. O resultado surpreendeu: 700 mil anos. Até então, acreditava-se que o homem teria chegado por ali há 500 mil anos.
Mas, segundo Will Roebroeks, da Universidade de Leiden, na Holanda – em comentário sobre o estudo na mesma edição da revista –, o conjunto de ferramentas de pedra encontrado agora não permite afirmar que hominídeos chegaram a viver naquela região por um longo período de tempo. Para ele, os hominídeos teriam passado por ali e retornado à atual Europa continental.
Pelo novo estudo, o intervalo de tempo entre a ocupação do sul e do norte do continente europeu se torna bem menor. Os traços mais antigos de hominídeos encontrados até hoje no Velho Continente têm 800 mil anos, e foram descobertos em Atapuerca, na Espanha.
O artigo The earliest record of human activity in northern Europe pode ser consultado, por assinantes, no site da Nature, em www.nature.com
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