Em visita do presidente Jacques Chirac, foi assinado protocolo de intenções para promover a inovação tecnológica a partir da parceria entre instituições de pesquisa, universidades e indústrias dos dois países
Em visita do presidente Jacques Chirac, foi assinado protocolo de intenções para promover a inovação tecnológica a partir da parceria entre instituições de pesquisa, universidades e indústrias dos dois países
O documento foi assinado por representantes dos governos brasileiros e francês, em Brasília, durante visita oficial do presidente Jacques Chirac, que esteve acompanhado pelo ministro Gilles de Robien, da Educação Nacional, Ensino Superior e Pesquisa, além de outros ministros, empresários, parlamentares e representantes de universidades e institutos de pesquisa do país.
Segundo o Ministério de Ciência e Tecnologia brasileiro, os objetivos do acordo são favorecer o desenvolvimento de bens e serviços, estreitar relações entre as comunidades científicas e implementar pesquisas nas áreas de microeletrônica, software, biotecnologia aplicada à saúde e aos setores de agroalimentos, materiais, tecnologias ambientais, tecnologias relacionadas às matrizes energéticas e energias renováveis e bens de capital.
Os projetos devem ter duração mínima de 12 meses e contar com a participação de uma instituição de pesquisa e desenvolvimento, uma universidade e uma ou mais empresas de cada país. Também está previsto o incentivo a eventos bilaterais e encontros de empresas que tenham o foco na inovação.
Brasil e França também acenaram com uma possível iniciativa para o desenvolvimento de energias renováveis. "Há a possibilidade de constituir um fundo internacional para a disseminação de tecnologias para a produção de biocombustíveis em países em desenvolvimento", disse o porta-voz André Singer.
Segundo o porta-voz, a França detém hoje o quarto maior estoque de investimentos no Brasil. "Foram US$ 12 bilhões em 2004, com destaque para o setor automobilístico. O comércio bilateral vem se expandindo em ritmo constante, ou seja, dobrou nos últimos dez anos, alcançando US$ 5 bilhões", disse, segundo nota da Radiobrás.
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