Bolsista da FAPESP conquista o primeiro lugar na categoria ‘Jovem’ do Prêmio MapBiomas | AGÊNCIA FAPESP

O biólogo Alexandre Bomfim Gurgel do Carmo foi reconhecido por pesquisa sobre a cobertura de vegetação nativa no entorno das Unidades de Conservação do Estado de São Paulo (foto: divulgação)

Bolsista da FAPESP conquista o primeiro lugar na categoria ‘Jovem’ do Prêmio MapBiomas

13 de julho de 2022

Agência FAPESP – O biólogo Alexandre Bomfim Gurgel do Carmo, recém-formado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), conquistou o primeiro lugar na categoria “Jovem” do Prêmio MapBiomas por pesquisa fruto de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e de iniciação científica realizada com apoio da FAPESP.

O Projeto de Mapeamento Anual do Uso e Cobertura da Terra no Brasil (MapBiomas) é uma rede colaborativa formada por organizações não governamentais, universidades e startups de tecnologia que produz mapeamento anual da cobertura e uso da terra desde 1985. O objetivo do prêmio é reconhecer e estimular trabalhos que desenvolvam soluções e aprimorem a produção de conhecimento a partir dos dados de uma iniciativa, módulo ou produto do MapBiomas.

Intitulado “Análise Qualitativa, Quantitativa e Temporal da Cobertura de Vegetação Nativa das Zonas de Amortecimento das Unidades de Conservação do Estado de São Paulo”, o trabalho de Carmo foi orientado pelo professor da UFSCar Paulo Guilherme Molin e avaliou quantitativamente e qualitativamente, em escala temporal, utilizando mapas de uso e ocupação da terra da plataforma MapBiomas, como as Zonas de Amortecimento das Unidades de Conservação do Estado de São Paulo evoluíram em relação à sua cobertura de vegetação nativa entre 1988 e 2018. O trabalho está vinculado a um Projeto Temático da FAPESP, coordenado por Pedro Henrique Brancalion, da Universidade de São Paulo (USP).

As Unidades de Conservação (UCs) são territórios que possuem importância significativa, características naturais e são legalmente instituídas por lei. Essas áreas possuem diferentes populações, hábitats e ecossistemas, tendo a finalidade de proteger espécies de flora e fauna. Já as Zonas de Amortecimento correspondem às áreas que circundam as UCs, visando mitigar os impactos no interior das unidades.

“Com o estudo, foi possível identificar que enquanto algumas Zonas de Amortecimento melhoraram sua cobertura de vegetação nativa, outras sofreram perdas. No total, entre 1988 e 2018, as Zonas de Amortecimento do Estado de São Paulo perderam cerca de 38,8 mil hectares de vegetação nativa”, comenta Molin para a Agência FAPESP.

“Os resultados obtidos nesse estudo são importantes para termos um panorama do estado de conservação de nossas paisagens mais conservadas, permitindo ainda um olhar para a necessidade de focar esforços no incentivo à restauração florestal e ecológica das Zonas de Amortecimento menos conservadas.”

Também bolsista da FAPESP, Patricia Guidão Cruz Ruggiero, pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), ficou em segundo lugar na categoria “Geral”, com o trabalho “Election cycles affect deforestation within Brazil's Atlantic Forest”.

A relação completa dos estudantes e pesquisadores premiados está disponível no site do MapBiomas.
 

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