Pesquisador da UnB cria sistema de baixo custo para que automóvel estacione sozinho, sem que o motorista esteja dentro do veículo (foto: Roberto Fleury/UnB Agência)

Baliza sem esforço
20 de junho de 2006

Pesquisador da UnB cria sistema de baixo custo, acionado por meio de um controle remoto comum, para que automóvel estacione sozinho, sem que o motorista esteja dentro do veículo

Baliza sem esforço

Pesquisador da UnB cria sistema de baixo custo, acionado por meio de um controle remoto comum, para que automóvel estacione sozinho, sem que o motorista esteja dentro do veículo

20 de junho de 2006

Pesquisador da UnB cria sistema de baixo custo para que automóvel estacione sozinho, sem que o motorista esteja dentro do veículo (foto: Roberto Fleury/UnB Agência)

 

Por Thiago Romero

Agência FAPESP - Em dois anos, o mesmo controle remoto que hoje serve para travar as portas de um automóvel também poderá servir para acionar outro circuito eletrônico, responsável por fazer com que o carro estacione sozinho. O motorista precisa apenas parar ao lado da vaga, sair do automóvel e acionar o equipamento.

"O sistema possibilita o controle flexível do automóvel, integrando basicamente freio, embreagem, volante e acelerador", explica Sadek Alfaro, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Brasília (UnB), à Agência FAPESP.

"Esses subsistemas se comunicam entre eles a partir do rastreamento do ambiente externo. Por meio de técnicas de inteligência artificial, o carro calcula o espaço entre ele e outros veículos e executa a baliza", conta o responsável pelo desenvolvimento do sistema de baliza automática.

Os pequenos sensores de ultra-som, espalhados na lataria do veículo, fazem o mapeamento das distâncias e emitem sinais elétricos para uma placa de gerenciamento, onde são processados os dados. Alfaro explica que a primeira fase do projeto gerou uma placa de medidas incompatíveis com a realidade do mercado.

A fase atual das pesquisas se concentra na diminuição dessa central, que deve ter no máximo cinco centímetros de largura por sete centímetros de comprimento, segundo o pesquisador, para que possa ser acoplada ao circuito eletrônico de veículos.

"Quando estiver finalizado, o protótipo será testado em veículos voltados para deficientes físicos. A idéia é disponibilizar o sistema dentro de dois anos, por no máximo R$ 2,5 mil", conta Alfaro. Segundo ele, na Europa existem sistemas similares que funcionam a laser, com preço aproximado de US$ 25 mil. "O que barateia nosso projeto são os sensores de ultra-som", conta.

Ao lado do baixo custo e do menor tempo gasto com a baliza, Alfaro também cita a segurança e a precisão do sistema como vantagens. "O carro passa a otimizar os espaços, uma vez que entra em vagas bem menores, sem danificar a lataria", afirma. A placa de gerenciamento será um acessório que poderá vir de fábrica ou ser acoplado quando o usuário desejar.

Quatro dissertações de mestrado e uma tese de doutorado sobre os mecanismos da baliza automática já foram concluídas e apresentadas no Departamento de Engenharia Mecânica da UnB.


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