Bactéria que ataca o tomate é seqüenciada
20 de agosto de 2003

Cientistas acreditam que o genoma da Pseudomonas syringae poderá dar informações importantes para que se descubra como tais microrganismos se adaptam aos sistemas de defesa das plantas

Bactéria que ataca o tomate é seqüenciada

Cientistas acreditam que o genoma da Pseudomonas syringae poderá dar informações importantes para que se descubra como tais microrganismos se adaptam aos sistemas de defesa das plantas

20 de agosto de 2003

 

Agência FAPESP - Cientistas dos Estados Unidos anunciaram esta semana a finalização de mais um seqüenciamento genômico, o da bactéria Pseudomonas syringae, que conta com 6,5 milhões de pares de bases.

A pesquisa, publicada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, foi coordenada por Alan Collmer, da Universidade Cornell, e Robin Buell, do Instituto para Pesquisas Genômicas (TIGR).

Com o genoma completamente seqüenciado, os cientistas envolvidos com a pesquisa já começaram a investigar o papel que determinados grupos de genes desempenham nas atividades biológicas do micróbio. A P. syringae causa a "doença do respingo" em tomates. As gotas pretas que aparecem sobre as folhas e sobre o próprio fruto, apesar de não o estragarem para o consumo humano, fazem com que o seu preço seja depreciado.

Como o mecanismo de infecção utilizado pela bactéria é bastante parecido com o de outros patógenos que atacam não apenas plantas, mas também o ser humano, os cientistas acreditam estar abrindo mais uma chave para que esses sistemas sejam melhor comprendidos. Segundo o estudo, a bactéria em análise tem cerca de 500 genes relacionados à sua virulência.

Como o seqüenciamento custou menos que o esperado, os cientistas utilizaram o restante dos recursos arrecadados para seqüenciar também uma variação de P. syringae que ataca, na África, plantações de feijões. A comparação dos dois genomas poderá oferecer informações importantes sobre a virulência da bactéria e do grau de resistência que as plantas apresentam.


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