Centro de Pesquisas René Rachou irá receber US$ 1,2 milhão dos Institutos Nacionais de Saúde, dos EUA, para construção de banco de dados genômicos do S. mansoni (foto: Un.Cambridge)

Ajuda externa bem-vinda
04 de fevereiro de 2005

Centro de Pesquisas René Rachou irá receber US$ 1,2 milhão dos Institutos Nacionais de Saúde, dos EUA, para construção de banco de dados genômicos do Schistosoma mansoni

Ajuda externa bem-vinda

Centro de Pesquisas René Rachou irá receber US$ 1,2 milhão dos Institutos Nacionais de Saúde, dos EUA, para construção de banco de dados genômicos do Schistosoma mansoni

04 de fevereiro de 2005

Centro de Pesquisas René Rachou irá receber US$ 1,2 milhão dos Institutos Nacionais de Saúde, dos EUA, para construção de banco de dados genômicos do S. mansoni (foto: Un.Cambridge)

 

Agência FAPESP - O Centro de Pesquisas René Rachou (CPqRR), da Fundação Oswaldo Cruz, em Belo Horizonte, anunciou que irá receber US$ 1,2 dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), dos Estados Unidos, para desenvolver o banco de dados genômico do Schistosoma mansoni.

Os recursos serão disponibilizados em um período de cinco anos, por meio do Centro Internacional Fogarty. Segundo o CPqRR, o dinheiro será utilizado na "formação de know-how e de infra-estrutura para criar um banco de dados, disponível pela internet, para pesquisadores de todo o mundo, com informações sobre dados genômicos e pós-genômicos do agente etiológico da esquistossomose".

A doença afeta 200 milhões de pessoas em 52 países. No Brasil, a área endêmica abrange 19 estados, com cerca de 26 milhões de habitantes expostos ao risco, conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

De acordo com o coordenador do projeto no Brasil, Guilherme Oliveira, pesquisador do CPqRR, o banco de dados permitirá pesquisas simples ou complexas e ainda possibilitará que especialistas acrescentem novas informações sobre o assunto.

Dados de pesquisas desenvolvidas em todo o mundo sobre o S. mansoni serão disponibilizados, inclusive os gerados por membros da Rede do Genoma do Schistosoma, grupo que congrega pesquisadores da área genômica de todo o mundo. O coordenador do projeto acredita que até julho deste ano a primeira versão do banco de dados já estará disponível pela internet.

Segundo Oliveira, grande parte dos recursos do NIH será aplicada diretamente no Brasil na estruturação do projeto e em treinamentos. O restante será utilizado na parceria com a Universidade da Geórgia para promover o treinamento de pesquisadores do CPqRR no exterior.

A montagem da infra-estrutura para execução do projeto está quase concluída. A equipe adquiriu o primeiro grande computador servidor e várias estações de trabalho. Foram investidos também cerca de US$ 3 mil dólares na aquisição de livros e periódicos, inclusive títulos não-disponíveis no portal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).


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