A modernização do Museu Nacional
12 de novembro de 2003

Processo de revitalização do museu da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com recursos de R$ 40 milhões, prevê a restauração total do Palácio de São Cristóvão e a construção de anexos para atividades de pesquisas

A modernização do Museu Nacional

Processo de revitalização do museu da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com recursos de R$ 40 milhões, prevê a restauração total do Palácio de São Cristóvão e a construção de anexos para atividades de pesquisas

12 de novembro de 2003

 

Agência FAPESP - O Museu Nacional, que fica no Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, está entrando em uma fase de modernização. Com recursos do governo federal estimados em R$ 40 milhões, as obras de revitalização de uma das mais tradicionais instituições culturais e científicas do Brasil, criada em 1818 por D. João VI, darão prioridade ao desenvolvimento do potencial cultural e científico.

Segundo Sérgio Alex de Azevedo, diretor geral do museu, a verba arrecadada será destinada à construção de prédios anexos para que as atividades de pesquisa e educação sejam deslocadas do edifício principal, que ficará restrito exclusivamente a exposições. As obras irão priorizar também a restauração do palácio, além da reorganização institucional e da recuperação da área de exposição do museu.

A captação dos recursos será feita no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac). "Por meio da renúncia fiscal, as empresas devem aplicar seus recursos para execução das obras", disse à Agência FAPESP. Serão destinados R$ 20 milhões para a construção dos anexos e igual valor para a restauração total do palácio, situado numa área de 12 mil metros quadrados.

Inicialmente sediado no Campo de Sant'Ana, com o nome de Museu Real, foi transferido em 1892 para o Paço São Cristóvão Imperial, prédio que abrigou a família real portuguesa de 1808 a 1889, na Quinta da Boa Vista. De 1889 a 1891, acolheu os trabalhos da primeira Assembléia Constituinte Republicana, sob a presidência de Prudente de Morais. Em 1922, passou a se chamar Museu Nacional. Foi incorporado à Universidade do Brasil, como Instituição Nacional, em 1946. Atualmente integra o Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O museu tem como missão a geração e a transmissão do conhecimento científico tanto para a educação formal quanto para a população em geral. A UFRJ mantém quatro cursos de pós-graduação em funcionamento no museu, todos nas áreas das humanidades. "Fazemos parcerias de pesquisa com outras universidades, em nome da UFRJ, além de termos um convênio com a rede de escolas públicas do Rio de Janeiro", disse Azevedo.

Estão também na instituição vários laboratórios de pesquisa e uma das maiores coleções da América Latina em ciências naturais e antropológicas. "Trata-se de uma instituição bastante complexa, que inclui cursos da universidade, coleções científicas, pesquisa, visitação e um programa de treinamento de profissionais das mais diversas áreas", disse Azevedo.

O Museu Nacional tem um acervo com mais de 12 milhões de itens conservados e estudados pelos departamentos de Antropologia Social, Geologia, Zoologia, Botânica, Entomologia e Paleontologia da UFRJ.

O Museu Nacional fica na Quinta da Boa Vista s/nº, no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Está aberto a visitas de terça a domingo, das 10h às 16h. Mais informações pelo telefone (21) 2568-8262.


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