Localizado no Cerro Pachón, nos Andes chilenos, a uma altitude de 2,7 mil metros acima do nível do mar, o Soar foi projetado para produzir imagens de qualidade melhor que as de qualquer outro observatório do mundo em sua categoria.
Sua construção foi financiada por um consórcio envolvendo a FAPESP, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e as norte-americanas National Optical Astronomy Observatory, Universidade da Carolina do Norte e Universidade do Estado de Michigan.
De acordo com as regras de formação do Consórcio Soar, o Brasil terá direito a usar o telescópio em 31% do tempo disponível. Como o Chile tem direito a 10%, por receber o Soar em seu território, as entidades norte-americanas que participam do projeto vão partilhar os outros 59% do tempo. Do lado brasileiro, enquanto o CNPq investiu R$ 10 milhões no projeto, a FAPESP destinou R$ 2 milhões.
Pelo consórcio, o Brasil deve enviar cientistas para o Soar para atuar como astrônomos residentes e executar tarefas como avaliação de desempenho do telescópio, comissionamento de novos instrumentos e modos operacionais do telescópio e manutenção, calibração e documentação de instrumentos.
A vaga para astrônomo residente será financiada na forma de bolsa (a ser solicitada). A vigência será de um ano, renovável até um total de quatro anos. Somente pesquisadores radicados no Estado de São Paulo são elegíveis para o cargo. As atividades terão início no segundo semestre de 2006. Os candidatos devem ter concluído o doutoramento, ter experiência observacional de astronomia óptica ou infravermelha e conhecimentos de redução de dados.
Os interessados devem enviar manifestação de interesse até 31 de março. Mais informações: www.lna.br ou albert@lna.br
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