A Noruega pediu a entrada do pirorretardante éter de pentabromodifenilo. O México quer a inserção de um conjunto de produtos químicos conhecidos como os hexaclorociclohexanos. A União Européia quer colocar na lista atual outros dois produtos químicos nocivos à saúde humana: o pesticida clodecona e o pirorretardante hexabromobifenil.
O Brasil também marcou presença na reunião encerrada sexta-feira (6/5) na cidade litorânea de Punta del Este, no Uruguai. Claudio Langone, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, apresentou uma proposta de transformar o Brasil em um Centro Regional da Convenção de Estocolmo. Essa instalação é prevista pela convenção para auxiliar na capacitação e na cooperação tecnológica entre os páises signatários do texto.
Apesar de ter ratificado a Convenção de Estocolmo, que em suma prevê o fim da produção e a eliminação gradual das 12 substâncias definidas em reuniões anteriores, tanto o Brasil como outros 151 países que aceitaram o texto – vários ainda não ratificaram suas participações –, segundo especialistas, precisam ampliar suas ações práticas para que os pesticidas possam impactar menos o ambiente e a saúde humana. Nesse sentido, a reunião do Uruguai também tomou algumas atitudes.
Um acordo foi fechado sobre a maneira de avaliar o progresso da convenção e a redução dos níveis de POPs no ambiente. Esse sistema será centralizado em Genebra, na Suíça, onde vai funcionar a secretaria da convenção. Os países que por algum motivo precisarem continuar usando certos produtos – na África o DDT é usado para o combate à malária – terão que informar aos secretários.
A lista com os 12 POPs tem nove pesticidas – aldrina, clordano, DDT, dieldrina, endrina, heptacloro, hexaclorobenzeno, mirex e toxafeno – e dois produtos químicos industriais – PCB (bifenilpoliclorado) e hexaclorobenzeno. Completa a lista o grupo de subprodutos não deliberados, como dioxinas e furanos.
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