A pesquisa identificou que o problema é causado por dois aditivos usados para dar flexibilidade aos filmes plásticos: o DEHP (ftalato de di-2-etil-hexila) e o DEHA (adipato de di-2-etil-hexila). Essas substâncias se mostraram ligadas ao desenvolvimento de câncer de fígado e a problemas de fertilidade em testes feitos com animais, como foi noticiado pela Agência FAPESP em 3 de junho.
É muito importante ressaltar, entretanto, que não há comprovação de que tais substâncias possam provocar algum dano aos seres humanos. De acordo com a Agência Internacional para Pesquisas sobre o Câncer (IARC), o DEHP e o DEHA são classificados como substâncias do grupo 3, de "risco cancerígeno para seres humanos não classificável", isto é, risco ainda não evidenciado para seres humanos.
O material analisado pela Fiocruz apresentou teores de DEHP de 33,17%. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estipula que, para a armazenagem de alimentos com mais de 5% de gordura, pode haver apenas 3% do DEHP no plástico.
A Anvisa emitiu uma nota técnica com considerações sobre o assunto, na qual afirma que "todas as empresas cujas análises laboratoriais acusaram a presença do plastificante DEHP nos filmes plásticos, acima do limite estabelecido pela Resolução 105/99, foram notificadas para que se adequassem a legislação".
Diante dos resultados das pesquisas feitas até o momento, a Anvisa afirma não haver necessidade de alertar a população em relação a restrição de uso do PVC. No entanto, a agência está adotando medidas de controle, como a solicitação de inspeções nas unidades fabris responsáveis pela adição do aditivo ao PVC.
Para ler o comunicado da Anvisa, clique aqui.
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