Ao lado da também pediatra Magda Carneiro Sampaio, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Alves reuniu esforços de cerca de 200 pesquisadores, que investigam a origem e a evolução de cinco grupos de doenças crônicas surgidas na infância.
São problemas cardiovasculares, alergias, distúrbios nutricionais, transtornos de comportamento e doenças crônicas de origem genética, que aparecem cada vez com mais freqüência na população.
Outro destaque vem do Sul do país. O primatólogo Júlio César Bicca-Marques, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, tem obtido resultados inéditos em pesquisa com sagüis-da-cara-suja e sagüis bigodeiros.
O estudo mostra que dois fatores interferem conjuntamente na moldagem da inteligência dos primatas: a capacidade de cada animal em reconhecer seu papel no grupo e a habilidade de perceber sinais que o ambiente oferece para localização de comida.
Embora esse grupo de animais inclua os seres humanos, não se pode transpor os resultados diretamente deles, explica Bicca-Marques. Os homens são mais sujeitos a relações sociais intrincadas, capazes de alterar o próprio ambiente.
O ouvinte poderá também saber mais sobre uma nova tecnologia, que utiliza fungos e bactérias na produção de nanopartículas. O resultado são compostos que poderão ser usados no transporte de medicamentos dentro do organismo humano ou ainda na produção de tecidos bactericidas.
O programa Pesquisa Brasil é transmitido pela Rádio Eldorado AM (700 kHz) aos sábados às 12h30, com reprise às 19h, e aos domingos, às 14h. Nos mesmos horários, pode ser acompanhado pela DirecTV, no canal de áudio 883, ou pela internet, no endereço www.radioeldoradoam.com.br.
O ouvinte também pode ajudar a fazer o programa, enviando perguntas, críticas e sugestões para pesquisa@radioeldorado.com.br ou pelo telefone (11) 3858-4686.
Republicar
A Agência FAPESP licencia notícias via Creative Commons (CC-BY-NC-ND) para que possam ser republicadas gratuitamente e de forma simples por outros veículos digitais ou impressos. A Agência FAPESP deve ser creditada como a fonte do conteúdo que está sendo republicado e o nome do repórter (quando houver) deve ser atribuído. O uso do botão HMTL abaixo permite o atendimento a essas normas, detalhadas na Política de Republicação Digital FAPESP.


