Por causa das relações econômicas, culturais, artísticas e políticas que existiam no Mediterrâneo há 3,6 mil anos, cem anos a mais, ou a menos, podem reconfigurar todo o mapa de influência de um povo sobre o outro. A civilização minóica, por exemplo, contribuiu bastante para a mitologia grega.
No estudo divulgado agora, Walter Friedrich, da Universidade de Cornell, e colaboradores mudaram toda a cronologia em exatos cem anos. Para eles, a grande erupção em Santorini, e em toda a região, ocorreu entre 1660 e 1613 anos antes de Cristo. Além disso, o apogeu da civilização minóica também começou antes. Em 1700 a. C. aproximadamente.
Desde 1970, vários estudos científicos são unânimes em dizer que o apogeu dos minóicos na região teve um intervalo maior. Agora, entretanto, esse século a mais muda bastante a coisa. Segundo os autores, a alteração é suficiente para que a civilização que, por exemplo, criou o impactante Templo de Knossos, tenha feito contatos com o Segundo Período Intermediário dos Egípcios, e não com o chamado Império Novo.
A oliveira era bastante cultivada pelos minóicos, que também cultivavam muitas videiras. Talvez esse pequeno tronco, e todas as outras datações feitas, sirva agora para dar mais importância a esse povo, já mencionado por Platão.
Ao analisar os textos do filósofo sobre Atlântida, muitos pesquisadores acreditam que a lenda da ilha perdida engolida pelo mar tenha a ver com os minóicos. Eles seriam a civilização bem desenvolvida que entra em contato com os micênicos, então uma cultura que acabava de sair da idade da pedra.
Mais informações: www.sciencemag.org
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