Um novo estudo, feito na Inglaterra com 116 homens e 100 mulheres entre 35 e 55 anos de idade, conseguiu identificar importantes conexões psicobiológicas entre alegria e saúde. Em linhas gerais, as pessoas mais alegres tiveram um desempenho muito melhor das funções biológicas mais importantes para o bem-estar do que as mais tristes. A pesquisa acompanhou o grupo tanto do aspecto emocional como do ponto de vista biológico.
O nível de cortisol registrado nos que dão mais risadas ao longo do dia, por exemplo, foi menor. Esse hormônio, ligado ao estresse orgânico agudo, também já foi relacionado com o aparecimento de quadros de diabetes tipo II e hipertensão.
Um segundo indicador positivo também surgiu no sangue dos indivíduos mais alegres. Foram registradas baixas quantidades de proteínas ligadas a problemas cardiovasculares. O estudo será publicado esta semana no site da Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
De acordo com a pesquisa assinada por Andrew Steptoe, do London College, os resultados obtidos são independentes do estresse psicológico. Isso realça, para o pesquisador e seus colaboradores, que o bem-estar está relacionado com processos biológicos relevantes para a saúde.
O artigo Positive affect and health-related neuroendocrine, cardiovascular, and inflammatory processes, de Andrew Steptoe, Jane Wardle e Michael Marmot, pode ser lido no site da PNAS, em www.pnas.org
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