Com tamanho aproximado da metade da extensão territorial do Brasil, a nuvem sobre Titã, lua de Saturno, pode ser responsável pelo material que preenche os lagos recém-descobertos.
Depois de estar escondida na sombra formada pelo inverno, a nuvem veio à luz com o início da primavera – Saturno leva quase 30 anos terrestres para completar uma órbita em torno do Sol. A formação se estende por quase todo o pólo norte do satélite até 60 graus de latitude, com cerca de 2,4 mil quilômetros de diâmetro.
A imagem foi capturada pelo espectrômetro de mapeamento visual e infravermelho a bordo da sonda. Modelos científicos haviam previsto a existência da nuvem agora observada pela primeira vez.
"Sabíamos que essa nuvem tinha que estar lá, mas fomos totalmente surpreendidos pelo seu tamanho e por sua estrutura", disse Christophe Sotin, da Universidade de Nantes, na França, em comunicado do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, a agência espacial norte-americana. "Esse sistema de nuvens pode ser um elemento-chave na formação de compostos orgânicos e na sua interação com a superfície."
A missão Cassini-Huygens é uma parceria entre as agências espaciais norte-americana (Nasa), européia (ESA) e italiana (ASI). A sonda está na metade de sua missão e tem ainda previstos cerca de 20 sobrevôos sobre a superfície de Titã, que devem ajudar os cientistas a descobrir outras novidades sobre o satélite. Caso a Cassini continue operando com eficiência após o período previsto inicialmente, a missão deverá continuar.
Mais informações: saturn.jpl.nasa.gov/home/index.cfm
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