O objetivo do estudo, conduzido em parceria com a Motorola e o fabricante de plásticos PVAXX Research, é encontrar maneiras para enfrentar o problema do lixo industrial. Como o celular se transformou em artigo de moda, muitos usuários passaram a trocar o aparelho com grande freqüência. Estima-se que apenas na Europa são descartados anualmente 100 milhões desses aparelhos a cada ano.
A equipe, liderada por Kerry Kirwan, criou capas para celular que se decompõem em poucas semanas quando enterradas. Em cada uma foram colocadas pequenas janelas com sementes de flores dentro, que começam a germinar a partir do momento em que o plástico biodegradável se decompõe.
Orientados pelo grupo de horticultura da Universidade de Warwick, os cientistas utilizaram sementes de girassol, que estariam entre as mais adequadas ao projeto.
A novidade não resolve o problema da reciclagem dos componentes eletrônicos nem do muito mais grave relacionado às baterias. De qualquer maneira, de acordo com os envolvidos, trata-se de uma solução importante, uma vez que, com as demandas da moda, para que os donos troquem o visual de seus aparelhos são fabricadas atualmente mais capas do que celulares.
Mais informações: www.warwick.ac.uk
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