Realizado pela Fiocruz Minas em parceria com instituições de 11 países, o estudo foi publicado na Nature Communications (foto: Fiocruz Minas)

Pesquisadores sequenciam genoma de caramujo hospedeiro do Schistosoma mansoni

Realizado pela Fiocruz Minas em parceria com instituições de 11 países, o estudo foi publicado na Nature Communications

13 de junho de 2017
Pesquisadores sequenciam genoma de caramujo hospedeiro do Schistosoma mansoni

Realizado pela Fiocruz Minas em parceria com instituições de 11 países, o estudo foi publicado na Nature Communications

13 de junho de 2017

Realizado pela Fiocruz Minas em parceria com instituições de 11 países, o estudo foi publicado na Nature Communications (foto: Fiocruz Minas)

 

Agência FAPESP – A Fiocruz Minas, em parceria com instituições de 11 países, concluiu o sequenciamento do genoma do Biomphalaria glabrata, espécie de caramujo que é o principal e mais importante hospedeiro do Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose, doença que afeta 240 milhões de pessoas em todo o mundo. O artigo com os resultados foi publicado na Nature Communications, de acordo com a Coordenadoria de Comunicação Social da Fiocruz.

O mapeamento fornece uma descrição completa acerca das características do caramujo, incluindo informações relacionadas à estrutura física do molusco e ainda à forma como ele se comporta. Isso torna possível, por exemplo, entender como funciona os sistemas digestivo, respiratório, reprodutivo, entre outros, além de jogar luz sobre questões comportamentais, que podem explicar a forma de interação entre o Biomphalaria glabrata e o ambiente. Ao todo, foram identificados 14.423 genes.

“A partir de agora, será possível melhor entender e compreender a funcionalidade desse molusco e encontrar formas mais eficazes para controlá-lo ou torná-lo, se possível, um molusco resistente à infecção pelo S. mansoni. Talvez possamos entender como o mecanismo de defesa da B. glabrata permitiu que o parasita se adaptasse tão bem a ele”, afirmou o pesquisador Omar dos Santos Carvalho, do Grupo de Helmintologia e Malacologia Médica (HMM) da Fiocruz Minas.

O estudo, que durou 15 anos, teve início na Fiocruz Minas, com a captura e caracterização dos caramujos, realizadas pelos pesquisadores Omar Carvalho, Roberta Caldeira e José Amorim da Silva. Nos laboratórios da unidade, os caramujos foram submetidos a diferentes experimentos, visando assegurar que a espécie coletada era de fato a B. glabrata.

Os pesquisadores da Fiocruz também fizeram análise de dados genômicos, proteômicos e transcriptômicos, bem como a identificação de proteínas envolvidas na via de pequenos RNAs. Os resultados dessas metodologias de nomes complicados fornecem informações importantes acerca da biologia do caramujo, bem como da relação entre ele e o hospedeiro. Possibilitam também compreender melhor os mecanismos de suscetibilidade e resistência de B. glabrata ou ainda as condições que a tornam mais propensa à infecção.

Para mais informações acesse http://www.cpqrr.fiocruz.br/pg/esquistossomose-sequenciado-genoma-de-caramujo-hospedeiro-do-parasita-causador-da-doenca/.

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