Os cientistas apresentaram uma visão panorâmica do modelo chinês e de como a instituição se estruturou para avançar com rapidez no aprimoramento do diagnóstico de doenças respiratórias (foto: Helo Reinert/Agência FAPESP)

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Os cientistas apresentaram uma visão panorâmica do modelo chinês e de como a instituição se estruturou para avançar com rapidez no aprimoramento do diagnóstico de doenças respiratórias (foto: Helo Reinert/Agência FAPESP)

 

Helo Reinert | Agência FAPESP – Uma delegação chinesa vinculada ao Laboratório Nacional de Guangzhou veio a São Paulo para prospectar futuras parcerias com instituições de pesquisa, principalmente na área de doenças infecciosas do pulmão. O grupo composto por sete cientistas foi recebido pelo gerente da Assessoria de Relações Institucionais da FAPESP, Raul Machado, e integrantes da Diretoria Científica da Fundação no dia 3 de março.

Os cientistas apresentaram uma visão panorâmica do modelo chinês e de como a instituição se estruturou para avançar com rapidez no aprimoramento do diagnóstico das doenças respiratórias, no desenvolvimento de remédios e vacinas e na produção e análise de dados.

O assessor da DC, Niels Olsen Saraiva Câmara, detalhou os principais programas de apoio da Fundação destinados a parcerias com pesquisadores ou instituições internacionais.

Entre os programas da Fundação, o gerente da Assessoria de Relações Institucionais destacou o Centro Internacional de Pesquisa (CIP), que tem conseguido atrair instituições científicas de renome mundial para São Paulo em parceria com universidades e institutos de pesquisa paulista.

O vice-diretor-geral do Laboratório de Guangzhou, Xinwen Chen, mostrou interesse em seguir esse caminho. “Fortalecer a cooperação científica é muito importante para nós. Esperamos que, no futuro, possamos nos unir a uma instituição paulista e formar um CIP”, disse.

A China tem pressa. Segundo a vice-diretora do Departamento de Cooperação e Intercâmbio, Lulu Zhao, o hub de controle de doenças respiratórias e preparação para pandemias tem a missão de acelerar a inovação para promover saúde pública. Para isso, investe tanto em pesquisa básica quanto aplicada, bioengenharia, medicina clínica e análise de dados.

O pesquisador Edison Durigon resumiu o trabalho desenvolvido pelo Laboratório de Virologia Clínica e Molecular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), especializado em epidemiologia e caracterização molecular dos vírus respiratórios.

A pesquisa do ICB despertou a curiosidade do cientista Deyn Guo, fundador de uma spin-off que opera dentro do laboratório. O pesquisador fez perguntas sobre a frequência e a rapidez no sequenciamento genético de vírus e se colocou à disposição para conversas futuras.

“Uma parceria entre essa empresa chinesa, que faz uma ciência séria, a USP e o Butantan com certeza vai gerar bons frutos”, disse Durigon.

“Ao unir na área respiratória doenças infecciosas e câncer do pulmão, essa empresa, que tem grande potencial científico e tecnológico, apresenta um modelo diferente que chama a nossa atenção”, destacou o diretor do Laboratório Multipropósito do Butantan, Renato Astray. “Do ponto de vista da colaboração institucional, o Butantan tem muito interesse na questão da inovação em relação a vacinas e tratamentos de doenças emergenciais”, afirmou.
 

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