Pesquisadores lançam sonda para medir o ozônio no Ártico
(foto:Thomas Seiler)

Ozônio em queda no Ártico

Frio intenso registrado no extremo norte do planeta dispara o alerta entre cientistas europeus: os primeiros sinais de forte diminuição da camada de ozônio acabam de ser detectados

01 de fevereiro de 2005
Ozônio em queda no Ártico

Frio intenso registrado no extremo norte do planeta dispara o alerta entre cientistas europeus: os primeiros sinais de forte diminuição da camada de ozônio acabam de ser detectados

01 de fevereiro de 2005

Pesquisadores lançam sonda para medir o ozônio no Ártico
(foto:Thomas Seiler)

 

Agência FAPESP - As temperaturas registradas na atmosfera ártica em dezembro de 2004 foram as mais baixas dos últimos 50 anos. Como o frio intenso continua, a expectativa dos pesquisadores europeus é que os teores de ozônio estratosférico sobre o extremo norte do planeta despenquem nas próximas semanas.

O fenômeno já começou, segundo um informe emitido nesta segunda-feira (31/1) pelo Departamento de Ciência e Pesquisa da Comissão Européia. As condições climáticas do Ártico neste inverno apenas reforçam a tese que os pesquisadores da Antártica já tinham detectado em anos anteriores. Quanto mais frio o ar, maior a queda no ozônio estratosférico.

A explicação científica para o fato é a formação das chamadas nuvens polares estratosféricas, que surgem quando o ar está em 80 graus negativos e não são constituídas somente por vapores de água como as nuvens tradicionais. Os cientistas já sabem que elas possuem monóxido de cloro. E é essa composição química que reagiria com o ozônio, retirando-o da atmosfera.

Com os dados obtidos nos últimos dias, os pesquisadores que participam de um projeto internacional de monitoramento das condições atmosféricas – que reúne dados de mais de 59 instituições de 19 países europeus – já não tentam mais estudar se haverá ou não a queda. A pergunta que se faz agora é de quanto será a diminuição do tero de ozônio.

O fenômeno, caso continue intenso, poderá afetar, além da região polar, a Escandinávia e até países da Europa Central, afirmam os pesquisadores. As condições estão tão adversas que existe a expectativa de que no Ártico possa virar uma Antártica.

No Sul do globo, desde 1980 a camada de ozônio sofre uma diminuição brutal durante os meses de inverno. Em alguns casos ela desaparece por completo, formando o que se convencionou chamar de buraco de ozônio. No Ártico, apesar de também haver uma variação importante ano a ano, em nenhum momento nos últimos 20 anos a camada de ozônio chegou a desaparecer por completo. Pelo menos, até agora.


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