O projeto foi aprovado pela Rede Brasil de Tecnologia do MCT e integra a linha de ação proposta no Plano Anual de 2004 do Fundo Setorial Mineral (CT - Mineral). "Esse equipamento colocará o país em condições de competir com os maiores lapidadores do mundo, como Tailândia, China e Índia", disse o geólogo José Ferreira Leal, coordenador do programa em rede para desenvolvimento do arranjo produtivo local de gemas e jóias do Rio Grande do Sul, em comunicado do MCT.
A pesquisa e o desenvolvimento do projeto serão realizados pelo Centro Universitário Univates, do Rio Grande do Sul, em parceria com a RW - Empresa de Equipamentos para Lapidação. Do valor total, o CT-Mineral, por meio da Finep, investirá R$ 300 mil e a RW entrará com uma contrapartida de R$ 60 mil.
Segundo o representante do MCT, Elzivir Guerra, o equipamento é uma necessidade do setor, que irá agregar valor ao material exportado com um custo operacional reduzido. "Hoje exportamos a pedra bruta e, muitas vezes, utilizamos pedras sintéticas para a produção nacional. Ter um equipamento desenvolvido com tecnologia brasileira permitirá que micro e pequenas empresas agreguem valor às gemas produzidas e utilizem pedras preciosas calibradas e padronizadas em substituição às pedras artificiais", afirma Guerra.
O arranjo produtivo local de gemas e jóias gaúcho tem como objetivo impulsionar a cadeia produtiva local de gemas e jóias, abrangendo cinco municípios: Ametista do Sul (produção de ametista e citrino), Salto do Jacuí (ágata), Guaporé, Lajeado e Soledade (centros de comercialização e exportação). Nesses municípios, cerca de 300 micro e pequenas empresas atuam no setor.
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