Didier Samuel, presidente do Inserm, Marco Antonio Zago, presidente da FAPESP, e Chantal Boulanger, diretora de Pesquisa do instituto francês (foto: Daniel Antônio/Agência FAPESP)
Em reunião com delegação do Instituto Nacional de Pesquisa Médica e de Saúde da França, foi assinado memorando de entendimento nas áreas de ciências da vida e da saúde
Em reunião com delegação do Instituto Nacional de Pesquisa Médica e de Saúde da França, foi assinado memorando de entendimento nas áreas de ciências da vida e da saúde
Didier Samuel, presidente do Inserm, Marco Antonio Zago, presidente da FAPESP, e Chantal Boulanger, diretora de Pesquisa do instituto francês (foto: Daniel Antônio/Agência FAPESP)
Helo Reinert | Agência FAPESP – Uma delegação do Instituto Nacional de Pesquisa Médica e de Saúde da França (Inserm) visitou a FAPESP no dia 8 de junho com o objetivo de avançar em novas parcerias. Os presidentes da Fundação, Marco Antonio Zago, e do Inserm, Didier Samuel, assinaram um memorando de entendimento. A cônsul-geral da França, Alexandra Mias, participou do encontro.
O documento possibilitará o lançamento, em 2027, de uma chamada conjunta com a Agência Nacional Francesa de Pesquisa sobre a Aids e Doenças Infecciosas Emergentes (ANRS-MIE), instituição autônoma que funciona dentro do Inserm. As propostas vão contemplar pesquisas em doenças infecciosas, imunologia, neurociências, genética e doenças crônicas. O memorando havia recebido previamente a assinatura de Yazdan Yazdanpanah, diretor da ANRS-MIE.
Zago apresentou à delegação francesa formas concretas de aumentar a cooperação científica na área. Mencionou as chamadas conjuntas e as conferências. Enfatizou ainda o potencial avanço nas pesquisas científicas que representaria o estabelecimento de um Centro Internacional de Pesquisa (CIP) do Inserm em uma instituição paulista, a exemplo do caminho trilhado por organizações francesas como Instituto Pasteur e Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS).
“Estamos muito satisfeitos com as propostas recebidas e entendemos o especial interesse da FAPESP na área de doenças cardiovasculares e diabetes”, disse Didier Samuel, presidente do Inserm. “Queremos realizar as chamadas conjuntas, desenvolver um programa de conferências e pensamos em estabelecer Joint-Labs”. O modelo prevê uma colaboração estruturada e com perspectiva de longo prazo entre um laboratório francês e um similar em outro país. “Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, Áustria e Inglaterra trabalham conosco dessa maneira”, diz. Segundo ele, o estabelecimento de um Joint-Lab poderia ser o primeiro passo na direção da criação de um CIP.
Participaram do encontro os professores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Licio Augusto Veloso e Mario Saad, coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Diabetes, Obesidade e Comorbidades (INCT iDOC) – além do professor da Universidade de São Paulo (USP) Leandro Colli, assessor da Diretoria Científica da FAPESP.
O presidente da FAPESP destacou o interesse em futuras parcerias de pesquisa na área de doenças metabólicas, com destaque para as cardiovasculares e diabetes. A pesquisadora Chantal Boulanger, diretora de Pesquisa sênior no Inserm, enfatizou o interesse nessa linha de pesquisa.
Segundo dados do Vigitel, do Ministério da Saúde, o número de adultos brasileiros com diabetes aumentou 135% entre 2006 e 2024, passando de uma prevalência de 5,5% para 12,9%. No mesmo período, também houve aumento significativo de casos de hipertensão (31%); obesidade (118%); e excesso de peso (47%).
O Inserm vê o Brasil como um parceiro importante. Nos planos do instituto está a abertura de um escritório no país para facilitar a cooperação científica. A unidade atenderá demandas de toda a América do Sul.
“O importante é que discutimos propostas de colaboração dos dois lados para, em breve, decidirmos qual formato será implementado”, disse Zago.
A Agência FAPESP licencia notícias via Creative Commons (CC-BY-NC-ND) para que possam ser republicadas gratuitamente e de forma simples por outros veículos digitais ou impressos. A Agência FAPESP deve ser creditada como a fonte do conteúdo que está sendo republicado e o nome do repórter (quando houver) deve ser atribuído. O uso do botão HMTL abaixo permite o atendimento a essas normas, detalhadas na Política de Republicação Digital FAPESP.