O acordo tem como objetivo estimular o estudo, a pesquisa e a divulgação dos movimentos artísticos na América Latina. A parceria inicial de cinco anos prevê três metas principais. A primeira é recuperar um volume considerável de documentos e textos relativos à produção, interpretação e apresentação das nossas artes plásticas.
Em seguida, todo o material obtido deverá ser publicado para que ele possa ser consultado por todos os interessados, mas principalmente pela comunidade latina que vive nos Estados Unidos. A terceira meta é disseminar o material coletado para crianças e adultos em grandes audiências de museus. Toda a produção científica deverá ser inserida ainda nos programas de educação e história da arte norte-americanos, no ensino básico ou superior.
"Queremos construir a superestrutura que irá conectar os países latino-americanos por meio da arte. Trata-se de uma iniciativa muito ambiciosa, mas totalmente viável, especialmente por acordos como o que fechamos com a FAPESP, que será o braço do projeto no Brasil", disse Mari Carmen Ramirez, curadora para a América Latina do Museu de Belas-Artes de Houston.
A FAPESP atuará como o agente centralizador das atividades do projeto relativas ao Brasil. Entre as atividades previstas estão a implementação de projetos conjuntos de pesquisa, a promoção de eventos científicos e culturais, o intercâmbio de informações e publicações acadêmicas e o intercâmbio de docentes, pesquisadores e estudantes. "Essa iniciativa está muito ligada ao papel da FAPESP, de estimular o desenvolvimento da ciência, tecnologia e cultura no país", disse Carlos Vogt, presidente da Fundação.
Como parte do projeto desenvolvido pelo Museu de Belas-Artes de Houston, a instituição norte-americana realiza no próximo sábado um simpósio com a presença de especialistas em arte de diversos países da América Latina.
O Brasil estará representado pela crítica Sônia Salztein, professora do Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, que falará sobre a transição do concretismo para o neo-concretismo no Brasil, entre as décadas de 1950 e 1960.
O simpósio integra a mostra "Utopias Invertidas", que será inaugurada no domingo (20/6) e que conta com obras de diversos artistas brasileiros, como Hélio Oiticica, Cildo Meireles e Luis Sacilotto. A mostra conta com trabalhos realizados na América Latina entre 1920 e 1970.
Republicar
A Agência FAPESP licencia notícias via Creative Commons (CC-BY-NC-ND) para que possam ser republicadas gratuitamente e de forma simples por outros veículos digitais ou impressos. A Agência FAPESP deve ser creditada como a fonte do conteúdo que está sendo republicado e o nome do repórter (quando houver) deve ser atribuído. O uso do botão HMTL abaixo permite o atendimento a essas normas, detalhadas na Política de Republicação Digital FAPESP.


