A poluição no Tietê (foto:DAEE)

Água da Bacia do Alto Tietê também é ruim

Universidade Metodista de São Paulo e Fundação SOS Mata Atlântica divulgam resultados de pesquisa sobre a qualidade da água na região metropolitana de São Paulo. Ao longo de 2003, equipe de pesquisadores monitorou 500 pontos de coleta

12 de dezembro de 2003
Água da Bacia do Alto Tietê também é ruim

Universidade Metodista de São Paulo e Fundação SOS Mata Atlântica divulgam resultados de pesquisa sobre a qualidade da água na região metropolitana de São Paulo. Ao longo de 2003, equipe de pesquisadores monitorou 500 pontos de coleta

12 de dezembro de 2003

A poluição no Tietê (foto:DAEE)

 

Agência FAPESP - A questão não é apenas qualidade. Em se tratando da região metropolitana de São Paulo, a atenção com a qualidade da água também deve ser mais do que redobrada. Uma pesquisa feita pela Universidade Metodista de São Paulo em conjunto com a Fundação SOS Mata Atlântica, divulgada sexta-feira (12/12), mostra que a situação é bastante crítica.

Dos 500 pontos de coleta situados na Bacia do Alto Tietê, monitorados durante 2003, 64,5% apresentaram condições ruins de qualidade de água. Em 20,3% das estações de amostragem, as águas analisadas foram classificadas como de péssima qualidade pelos pesquisadores. As coletas foram realizadas de 15 em 15 dias. Nos outros 15,2% dos pontos a situação é considerada apenas aceitável.

A região investigada pela pesquisa engloba as nascentes da Represa Billings e também diversos rios urbanos da região do ABC. Vários deles formam o rio Tamanduateí, que deságua no Tietê dentro do município de São Paulo.

Se os dados obtidos pela equipe coordenada pelo professor Samuel Mugel Branco forem divididos por munícipios envolvidos com o estudo (Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e São Paulo), a situação geral não se altera.

Em todas as cidades a qualidade final da água é considerada ruim. Os melhores pontos, em termos de classificação, foram encontrados em São Bernardo do Campo, na nascente do Parque Los Angeles e na cidade de Mauá, na própria nascente do Tamanduateí.

Com os dados nas mãos, os pesquisadores já traçaram planos para 2004. Além de continuar o acompanhamento físico-químico da qualidade da água, novos projetos de educação ambiental com a população serão desenvolvidos. De acordo com os pesquisadores, a participação da sociedade civil em ações que ajudem o meio ambiente é considerada essencial.


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