Doenças negligenciadas são tema da 6ª Conferência FAPESP 60 anos | AGÊNCIA FAPESP

Doenças negligenciadas são tema da 6ª Conferência FAPESP 60 anos Encontro reunirá Sir Mike Ferguson, da Universidade de Dundee; Jon Clardy, da Universidade Harvard; e Glaucius Oliva, da USP de São Carlos (foto: Daniel Antonio/Agência FAPESP)

Doenças negligenciadas são tema da 6ª Conferência FAPESP 60 anos

16 de novembro de 2021

Agência FAPESP – As doenças negligenciadas afetam mais de 2 bilhões de pessoas, sobretudo as mais pobres e desfavorecidas em regiões tropicais e subtropicais do planeta, incluindo as Américas. O número de mortes supera 1 milhão ao ano, com o agravante de causar grande sofrimento e incapacidade permanente em homens, mulheres e crianças.

A 6ª Conferência FAPESP 60 anos reunirá amanhã (17/11) especialistas para debater os avanços da ciência, especialmente da química medicinal e de produtos naturais, para combater esse que é um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade.

O encontro contará com a presença de Sir Mike Ferguson, especialista em parasitologia molecular aplicada ao planejamento de fármacos para doenças tropicais. Ele é professor titular e reitor associado de pesquisa da Universidade de Dundee (Reino Unido), membro do Conselho da Medicines for Malaria Venture (MMV), da The Royal Society of London, da Academy of Medical Sciences e da European Molecular Biology Organization (Embo), além de vice-presidente da Wellcome Trust.

Com mais de 250 artigos científicos publicados, Ferguson tem investigado a bioquímica de protozoários parasitas, entre eles os causadores da doença do sono africana, da doença de Chagas e da leishmaniose. Sua pesquisa se inscreve na interface entre a biologia e a química.

Também participará do debate Jon Clardy, especialista em química biológica aplicada ao desenvolvimento de fármacos e ao estudo do controle de processos biológicos por moléculas bioativas de origem natural. Ele é professor titular da Universidade Harvard (Estados Unidos), membro do Broad Institute, da American Association for the Advancement of Sciences (AAAS), da American Academy of Arts and Sciences e da American Academy of Microbiology.

Ao longo de quase 50 anos, Clardy se dedicou a pesquisas relacionadas a produtos naturais que resultaram em mais de 700 publicações. Foi pioneiro no uso da técnica de DNA ambiental para a prospecção da diversidade química codificada em metagenomas e organismos não cultiváveis. Também foi dos primeiros a estudar compostos como a saxitoxina e a brevetoxina, duas neurotoxinas produzidas por dinoflagelados marinhos. Contribuiu ainda para a identificação de alvos proteicos de produtos naturais e para a elucidação das estruturas moleculares de diversos compostos.

A conferência contará ainda com a participação de Glaucius Oliva, especialista em biologia estrutural aplicada ao planejamento de fármacos para doenças infecciosas e professor titular da Universidade de São Paulo (USP). É membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp) e da The World Academy of Sciences (TWAS). Oliva é coordenador do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão da FAPESP que recentemente desvendou detalhes do processo de maturação da principal enzima envolvida na replicação do SARS-CoV-2, conhecida como 3CL (leia mais em: agencia.fapesp.br/36582/).

A abertura será feita por Ronaldo Aloise Pilli, vice-presidente do Conselho Superior da FAPESP. E o debate será moderado por Adriano Andricopulo, professor do IFSC-USP e diretor executivo da Aciesp.

Os interessados podem se inscrever pela página da conferência e enviar dúvidas para o e-mail conferencias60anos@fapesp.br. As perguntas serão respondidas durante o evento, que será transmitido a partir das 10 horas pelo Zoom e pelo canal da Agência FAPESP no YouTube.

Mais informações: https://bit.ly/3EXF4S1.
 

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