Sinal verde para o maior telescópio | AGÊNCIA FAPESP

Consórcio do Telescópio Gigante Magalhães anuncia acordo de nove instituições para construção e operação do instrumento astronômico de 24,5 metros de espelho que será instalado no Chile (divulgação)

Sinal verde para o maior telescópio

10 de fevereiro de 2009

Agência FAPESP – O consórcio do Telescópio Gigante Magalhães (GMT na sigla em inglês) anunciou as nove instituições que assinaram oficialmente o acordo para construção e operação do telescópio.

Localizado no Observatório Las Campanas, nos Andes chilenos, o GMT terá um espelho principal com resolução de 24,5 metros. Os maiores telescópios ópticos em operação atualmente são bem menores: o Gran Telescopio Canarias (10,4 metros), na Espanha, e os dois Keck (10 metros cada), no Havaí.

As nove instituições que participam do projeto do GMT são as universidades Harvard, Texas A&M, do Texas e do Arizona, e as instituições Carnegie e Smithsonian, nos Estados Unidos, a Universidade Nacional Australiana, a Astronomy Australia Limited e o Instituto de Astronomia e Ciência Espacial da Coreia do Sul.

Composto por sete segmentos primários com 8,4 metros e 20 toneladas cada um, o GMT deverá fornecer possibilidades inéditas em astronomia óptica e em infravermelho.

Os organizadores esperam “abrir novas janelas no Universo” e responder a questões que não podem ser abordadas pelos instrumentos atuais. Entre os temas a serem investigados com a ajuda do GMT estão a natureza da matéria e da energia escura que permeiam o Universo, a origem das primeiras estrelas e galáxias, formação dos planetas e buracos-negros. Também será usado na detecção de planetas em órbita de estrelas próximas ao Sol.

O GMT está previsto para entrar em operação em 2019. A construção deverá se iniciar em 2012. De um total de estimados US$ 700 milhões necessários para a construção, US$ 130 milhões já foram levantados. O Observatório de Las Campanas, onde será instalado, pertence e é operado pela Instituição Carnegie.

“Tanto na tecnologia de seus espelhos como na instalação no local escolhido, o projeto GMT aproveita a herança proveniente de dois telescópios muito bem-sucedidos, o Magalhães I e o Magalhães II, que estão em operação em Las Campanas desde 2000”, disse Matt Johns, gerente de projetos do GMT.

“As oportunidades científicas para o GMT são extraordinárias. Ele deverá ajudar a iluminar não apenas a natureza do Universo, mas também as leis fundamentais da física que governam sua evolução”, disse Patrick McCarthy, diretor interino do GMT.

“É especialmente significativo que o acordo que viabilizará sua construção tenha sido assinado no Ano Internacional de Astronomia e no 400º aniversário do primeiro uso astronômico de um telescópio, feito por Galileu”, destacou.

Mais informações: www.gmto.org

  Republicar
 

Republicar

A Agência FAPESP licencia notícias via Creative Commons (CC-BY-NC-ND) para que possam ser republicadas gratuitamente e de forma simples por outros veículos digitais ou impressos. A Agência FAPESP deve ser creditada como a fonte do conteúdo que está sendo republicado e o nome do repórter (quando houver) deve ser atribuído. O uso do botão HMTL abaixo permite o atendimento a essas normas, detalhadas na Política de Republicação Digital FAPESP.


Assuntos mais procurados