Novo suporte usa ventosas para transporte de bikes | AGÊNCIA FAPESP

Inovação embutida em peças inclui cálculo correto para garantir leveza e resistência ao suporte para aguentar todo tipo de bicicletas. Projeto teve apoio do PIPE-FAPESP (foto: 3HM)

Novo suporte usa ventosas para transporte de bikes

05 de julho de 2019

Eduardo Geraque  |  Pesquisa para Inovação – Há cinco anos, o hobby pela modalidade de ciclismo conhecida como mountain bike fez surgir uma dúvida técnica na cabeça dos irmãos Helton e Heitor Machado.

Os suportes tradicionais para levar as bicicletas sobre o carro nem sempre eram funcionais. A alternativa de tirar a roda da frente e colocar a bicicleta desmontada no porta-malas, ocupando o espaço que seria de outras bagagens, era um complicador, sobretudo em viagens mais longas. “Não dá para ser diferente?”, eles se perguntaram.

“Foi quando veio a ideia de criar uma espécie de ventosa que grudasse com segurança no teto do veículo para substituir os suportes tradicionais”, afirma Helton Machado, que na época era estudante de engenharia mecânica na Universidade Metodista de Piracicaba. Ao lado do irmão, formado em ciências contábeis, Machado resolveu criar a 3HM Suporte de Equipamentos Esportivos, em Santa Bárbara do Oeste.

O primeiro produto, o LevaBike, surgiu após três anos de desenvolvimento e testes de viabilidade. A ideia inicial foi montar um suporte para o garfo da bike – com a roda dianteira já retirada –, instalado sobre duas ventosas grandes que aderem, por sucção, no teto do carro. A roda traseira é sustentada por uma outra ventosa, também fixada sobre o carro. Quando não estão sendo usados, o suporte e as ventosas são retirados por completo.

Concluída a fase de projeto e construção das peças, vieram os testes. Em parceria com a Denso do Brasil, empresa que desenvolve tecnologia automotiva para as principais montadoras do mundo e também fica em Santa Bárbara do Oeste, o equipamento foi colocado em um túnel de vento. Um veículo, carregando duas bikes no teto, presas, cada uma delas, por três ventosas, atingiu 180 km/h sem comprometer a estabilidade das bicicletas ou danificar a lataria e a pintura do automóvel.

A temperatura atmosférica durante as avaliações variou de -20ºC a 50ºC. “Todos os testes com o equipamento, inclusive os realizados por outros especialistas, mostraram que as ventosas eram seguras e resistentes”, afirma Heitor Machado, o irmão do engenheiro, que cuida da administração da empresa.

Design, pesquisa de materiais e a usinagem perfeita das peças foram o tripé de sustentação do primeiro protótipo do grupo. A inovação embutida nas peças inclui o cálculo correto para garantir ao suporte leveza e resistência para aguentar todo tipo de bicicleta disponível no mercado.

Um dos problemas detectados pelos inovadores quando analisaram o produto que já estava no mercado foi o fato de que algumas das peças não se encaixavam em determinados tipos de automóveis. “Temos 45 tipos de carro no Brasil”, lembra Heitor. “Conseguimos desenvolver um suporte que funcionava em 80% deles.”

Além disso, eles não conseguiram criar um sistema que permitisse transportar a bike totalmente montada: a roda dianteira ainda precisava ser retirada. O projeto demandava, portanto, novos avanços tecnológicos. No início de 2018, o primeiro protótipo do Top LevaBike recebeu apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP. Os resultados, segundo Helton Machado, foram positivos. O suporte, agora, pode ser usado em 98% dos veículos vendidos no mercado brasileiro e a bike é transportada com a roda dianteira.

“Do ponto de vista técnico, melhoramos o quesito de desempenho de carga e a forma geométrica das ventosas”, afirma Helton Machado. O peso também ficou menor e, por isso, a roda da frente não precisa mais ser retirada.

Leia a notícia completa em: http://pesquisaparainovacao.fapesp.br/tecnologia_no_transporte_de_bikes/1026.

Mais informações e vendas: https://3hm.com.br

  Republicar
 

Republicar

A Agência FAPESP licencia notícias via Creative Commons (CC-BY-NC-ND) para que possam ser republicadas gratuitamente e de forma simples por outros veículos digitais ou impressos. A Agência FAPESP deve ser creditada como a fonte do conteúdo que está sendo republicado e o nome do repórter (quando houver) deve ser atribuído. O uso do botão HMTL abaixo permite o atendimento a essas normas, detalhadas na Política de Republicação Digital FAPESP.


Assuntos mais procurados