Novo laboratório do ICB-USP permite manipular microrganismos altamente patogênicos | AGÊNCIA FAPESP

Com nível de biossegurança 3, instalação estará inicialmente dedicada a pesquisas sobre malária e sobre a bactéria Rickettsia rickettsii, causadora da febre maculosa (foto: divulgação)

Novo laboratório do ICB-USP permite manipular microrganismos altamente patogênicos

23 de setembro de 2019

Agência FAPESP* – O Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) inaugurou o Laboratório de Nível de Biossegurança 3 (NB3), adequado à manipulação de microrganismos com alto grau de patogenicidade e que oferecem risco à vida humana e ao meio ambiente.

A construção da unidade foi planejada e coordenada pelo professor Carsten Wrenger, do ICB-USP. Terá, a princípio, duas linhas de pesquisa: uma focada em malária, pelo grupo de Wrenger, e outra dedicada ao estudo da bactéria intracelular Rickettsia rickettsii, pelo grupo da professora Andréa Cristina Fogaça.

O laboratório NB3 é composto por quatro ambientes: Unidade de Artrópodes (vetores); Unidade de Experimentação em Vertebrados (hospedeiros); Unidade de Imagens, que conta com um microscópio de tecnologia 4D da Zeiss; e Unidade de Cultura de Células e Tecidos, para a realização dos experimentos científicos e de diagnóstico envolvendo amostras humanas.

A instalação possui câmaras pressurizadas para garantir a contenção dos patógenos, além de câmeras de segurança, cujas imagens podem ser vistas em uma televisão por quem está dentro ou fora do laboratório. Também possui um sistema de descontaminação de efluentes e outro que usa radiação ultravioleta para descontaminação interna.

A inauguração ocorreu durante o Simpósio Estratégico sobre Biodefesa Microbiológica, no ICB, no dia 12 de setembro de 2019.

*Com informações da Assessoria de Comunicação do ICB-USP .
 

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