Nova luz no monitoramento de reações químicas | AGÊNCIA FAPESP

Nova luz no monitoramento de reações químicas Pesquisas com materiais que poderão ser usados em futuros dispositivos eletrônicos são destaques em eventos com apoio da FAPESP e da DFG (foto: divulgação)

Nova luz no monitoramento de reações químicas

31 de agosto de 2018

André Julião  |  Agência FAPESP – As telas coloridas de smartphones, TVs, tablets e outros dispositivos cada vez mais presentes no dia a dia dependem de materiais com propriedades especiais, sejam luminescentes, magnéticos ou com condutividade elétrica particular. O mesmo vale para as lâmpadas de LED.

Como atuam os mecanismos durante a formação desses novos materiais e como podem ser melhorados os processos de transformação de matéria-prima em produtos foram os temas do workshop New Light on Monitoring Chemical Reactions, ocorrido em agosto na Christian-Albrechts-Universität (CAU) na cidade de Kiel, Alemanha. 

O evento foi financiado pela FAPESP do lado brasileiro e pela Sociedade Alemã de Amparo à Pesquisa (DFG), como resultado da chamada FAPESP-DFG Joint Workshops 2017

“Foram dias bastante produtivos, com muitas trocas de informações científicas para trabalhos futuros”, disse Hermi Felinto de Brito, professor do Instituto de Química da USP e um dos organizadores do encontro, à Agência FAPESP.

Entre os 40 pesquisadores e pós-graduandos presentes dos campos da Química, Física e Engenharia, 16 eram brasileiros oriundos de diferentes instituições do Estado de São Paulo, como da USP (São Paulo, São Carlos e Ribeirão Preto), do Ipen, da Unesp de Araraquara, Unicamp e do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS). 

“Nossos dispositivos estão se tornando cada vez menores e mais potentes. Por isso, precisamos desenvolver novos materiais para o futuro”, disse ao site da CAU a brasileira radicada na Alemanha Huayna Terraschke, pesquisadora do Instituto de Química Inorgânica da CAU e coorganizadora do evento.

“O que acontece no nível químico durante a síntese desses materiais ainda não foi esclarecido para a maioria deles. Se aprendermos mais sobre seus processos e mecanismos fundamentais, poderemos, por exemplo, fabricar baterias e dispositivos de armazenamento mais eficientes no futuro”, disse o professor Wolfgang Bensch, diretor do Instituto de Química da universidade alemã.

Os pesquisadores brasileiros participaram ainda de uma visita técnica ao laboratório sincrotron DESY (Deutsches Elektronen-Synchrotron), na cidade de Hamburgo, para observar alguns dos métodos de análise in situ.

Como parte do acordo de colaboração bilateral Brasil-Alemanha, haverá outro workshop, desta vez no Brasil. O evento será sediado no Instituto de Química da USP, no período de 4 a 6 de dezembro deste ano. 

 
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