Esforços conjuntos | AGÊNCIA FAPESP

Na foto, a partir da esquerda: Carlos Henrique de Brito Cruz, Joaquim José de Camargo Engler, Ricardo Renzo Brentani, Fernando Haddad e Celso Lafer. Agências de fomento federais devem cooperar com sistemas de pesquisa estaduais, de acordo com o ministro da Educação, que foi recebido nesta segunda-feira (17/8) pelo presidente da FAPESP e por diretores da Fundação (Foto: Eduardo Cesar)

Esforços conjuntos

18 de agosto de 2009

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – O Ministério da Educação (MEC), por meio de suas agências de fomento à pesquisa, está aberto para cooperar com as instituições do sistema paulista de ciência e tecnologia a fim de incrementar o desenvolvimento e o avanço do conhecimento em São Paulo e no país, disse o ministro Fernando Haddad nesta segunda-feira (17/8), durante visita à sede da FAPESP.

Haddad foi recebido pelo presidente da Fundação, Celso Lafer, e pelos integrantes do Conselho Técnico-Administrativo da Fundação: Ricardo Renzo Brentani (diretor-presidente), Carlos Henrique de Brito Cruz (diretor científico) e Joaquim José de Camargo Engler (diretor administrativo).

Segundo Haddad, o objetivo da visita foi buscar o estreitamento de laços das agências federais de fomento à pós-graduação e à pesquisa com o Estado de São Paulo, em geral, e com a FAPESP, em particular.

“Todo esforço conjunto que puder ser feito em proveito da pesquisa em São Paulo é essencial para o país. Há um reconhecimento nacional da importância das universidades paulistas – federais ou estaduais. Sem prejuízo da obrigação da União em equalizar as oportunidades em todo o território nacional, é evidente que precisamos estar unidos em cada Estado para que a pesquisa se desenvolva plenamente”, disse Haddad à Agência FAPESP.

Segundo o ministro, o diálogo com os dirigentes da FAPESP foi extremamente proveitoso. “Há muitos anos conheço o embaixador Celso Lafer, de quem fui aluno na universidade”, disse Haddad, que se formou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) em 1985.

Lafer explicou que o encontro foi programado após uma troca de ideias, telefonemas e correspondências. “Tivemos algumas diferenças de avaliação em relação à alocação de recursos – fruto de editais federais – e o ministro se dispôs a vir à FAPESP para essa reunião, que se mostrou muito oportuna.”

“Foi um diálogo excelente, em conjunto com o Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP, sobre programas e recursos da área estadual e federal. Discutimos em que medida isso pode ser objeto do melhor uso, de forma a prestar bons serviços para o Brasil e para São Paulo”, disse Lafer.

Segundo Haddad, a pesquisa brasileira tem mostrado avanços significativos, que poderão ser ainda maiores à medida que a cooperação entre as diversas instituições se consolide.

“Esse avanço é um processo de longa duração, portanto historicamente sedimentado, mas que ainda tem um potencial bastante significativo a ser explorado. Como se trata de políticas de Estado e não de políticas de governo, toda interlocução é bem-vinda”, disse.

Durante a reunião foram discutidos alguns editais do governo federal que abrem possibilidades para as universidades paulistas. De acordo com Haddad, com a expansão das universidades federais houve necessidade, em determinado momento, de aporte de recursos específicos para que essas instituições instalassem novos campi no interior do país. No entanto, programas que incluem as universidades estaduais continuarão sendo reforçados.

“Aumentar a oferta de educação superior no interior era importante para que jovens doutores contratados pudessem ter possibilidades de trabalho como em qualquer outro centro. Então, houve uma necessidade de direcionar recursos para algumas universidades federais. Mas nós não podemos, em função disso, deixar de observar que também é necessário o fortalecimento de parcerias históricas que temos com as universidades estaduais no país. O objetivo de nossa conversa foi alinhar procedimentos para potencializar ações conjuntas da FAPESP e do MEC”, destacou.

De acordo com Haddad, o ministério oferece toda uma série de programas de entrada universal que precisam ser reforçados. “Nosso objetivo agora, sem prejuízo da necessária expansão da rede federal – uma demanda histórica do país, inclusive do Estado de São Paulo –, é fortalecer os programas de caráter universal, que reforçam as políticas públicas de pesquisa e pós-graduação no país”, disse.
 

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