Da inovação ao produto | AGÊNCIA FAPESP

Nova metodologia pretende facilitar a transferência para o mercado de tecnologias com alto potencial de produção (foto: Eduardo Cesar)

Da inovação ao produto

21 de dezembro de 2004

Por Thiago Romero

Agência FAPESP - Investigar tecnologias em estágio de patenteamento para convertê-las em produtos para o mercado é o conceito da "Diligência da Inovação", uma nova metodologia desenvolvida no Brasil pelo Instituto Inovação.

Em um primeiro momento, os serviços do instituto – que trabalha para acelerar os projetos e negócios baseados em inovação tecnológica – foram testados a partir de duas tecnologias patenteadas pela FAPESP: a descontaminação de poliéster e a tecnologia de filmes de carbono tipo diamante DLC. A primeira foi desenvolvida na Universidade Federal de São Carlos e a segunda na Universidade de São Paulo.

O objetivo do experimento, que durou entre outubro e dezembro, foi acelerar a transferência de inovações ao mercado, a partir das análises realizadas pelas diligências. "Os resultados apresentados foram bem satisfatórios e nos animaram a continuar o trabalho", disse Edgar Zanotto, coordenador do Núcleo de Patenteamento e Licenciamento de Tecnologia (Nuplitec) da FAPESP, à Agência FAPESP.

Para os envolvidos no projeto, os resultados apresentaram de forma detalhada as variáveis que determinam o potencial de geração de valor das tecnologias e que caminhos a instituição deve seguir para promover o licenciamento, gerando benefícios para todas as partes envolvidas no processo.

De acordo com Zanotto, a investigação crítica das tecnologias comprendeu quatro etapas. Na primeira fase do projeto foi feito um estudo sobre a caracterização da tecnologia. O segundo passo foi mapear o mercado potencial para a inovação.

A "prova de conceito", em um terceiro momento, verificou as condições de produção do produto, levando em consideração toda a logística envolvida no processo. A última etapa foi a avaliação da viabilidade econômica de toda a cadeia de comercialização.

"A intenção é que esse trabalho de consultoria seja contratado para todas as patentes da FAPESP, que envolvem atualmente uma centena de inovações tecnológicas", disse Zanotto.


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