Complexidade bem-sucedida | AGÊNCIA FAPESP

Estudo aponta que complexidade da economia de um país pode determinar o seu nível de renda e ajudar a prever a sua capacidade de crescimento

Complexidade bem-sucedida

24 de junho de 2009

Agência FAPESP – A complexidade da economia de um país pode determinar o seu nível de renda e ajudar a prever a sua capacidade de crescimento. É o que afirma um novo estudo que será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Segundo os autores, César Hidalgo e Ricardo Hausmann, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, nos últimos 250 anos, a globalização permitiu que países passassem a explorar a divisão de trabalho em escala mundial. Entretanto, no mesmo período as disparidades na renda per capita aumentaram grandemente.

Segundo os autores, o cenário implica que o resultado é consistente com um modelo no qual a produção exige um número potencialmente grande de fatores complementares. Tais fatores são chamados pelos autores de “capacidades”, que representam características encontradas apenas localmente e que não podem ser importadas.

Hidalgo e Hausmann usaram dados do comércio mundial e sistemas computacionais de redes neurais para montar um modelo empírico e teórico capaz de inferir a complexidade das economias dos países com base na análise de sua balança comercial e nos produtos que exportam.

Os pesquisadores apontam que os países com maiores capacidades estão propensos a ter mais produtos e, como consequência, a apresentar economias mais diversificadas do que os demais.

“Os países tendem a convergir para o nível de renda ditado pela complexidade de suas estruturas produtivas. Isso indica que os esforços de desenvolvimento devem estar centrados em promover condições capazes de permitir a emergência da complexidade das economias, de modo a gerar prosperidade e crescimento sustentável”, destacam os autores.

O artigo The building blocks of economic complexity, de César Hidalgo e Ricardo Hausmann, poderá ser lido em breve por assinantes da Pnas em www.pnas.org.
 

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