Aplicativo dimensiona reservatórios de captação de água da chuva | AGÊNCIA FAPESP

Sistema feito na Poli-USP considera o regime de chuva do local usando informações pluviométricas de bases de dados climáticas (divulgação)

Aplicativo dimensiona reservatórios de captação de água da chuva

22 de maio de 2017

Agência FAPESP – Pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) criaram um modelo matemático e um software que permite o dimensionamento adequado de reservatórios para captação e aproveitamento da água de chuva. Além de considerar a demanda de consumo e o regime de chuva local, o sistema também estima o tempo de amortização do investimento. O software pode ser usado sob licença por empresas e profissionais de construção civil.

Segundo a Poli-USP, o sistema permite a obtenção de dados pluviométricos do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o que possibilita a realização dos cálculos. Caso o usuário prefira, pode utilizar dados pluviométricos de outras fontes, mas, neste último caso, terá que inserir manualmente os dados.

“Ao entrar no sistema, o usuário primeiro escolhe o período de chuva e estação meteorológica para obter as informações pluviométricas necessárias, referentes à região na qual pretende construir o reservatório. Depois, define itens como o tamanho da área de cobertura (disponível para captar água), o fator de captação, a variação da demanda de água diária e do volume do reservatório de armazenagem para o projeto”, disse José Carlos Mierzwa, diretor técnico do Centro Internacional de Referência em Reúso de Água (Cirra) da Poli e um dos integrantes do grupo de pesquisa.

O resultado é um gráfico que mostra quanto será captado de água de acordo com o volume do reservatório pensado e a demanda projetada. O sistema permite ver dados mais específicos, como, por exemplo, quanto se aproveita de água de chuva a cada mês, qual a precipitação do ano, quantos dias o edifício ficaria sem água se dependesse só desse sistema de captação, qual o melhor volume de reservatório de acordo com o investimento disponível e o tempo em que se quer recuperar esse investimento, entre outros.

“Como é possível trabalhar com vários cenários – por exemplo, pode-se fazer uma estimativa de maior ou menor demanda –, o profissional que está projetando o reservatório poderá escolher a melhor opção para sua obra, tanto em termos de aproveitamento máximo da água da chuva quanto em relação ao melhor retorno de investimento”, disse Mierzwa.

Além da vantagem de se ter um reservatório dimensionado corretamente, o software propicia uma economia de tempo significativa na elaboração do projeto.

O software, intitulado CAPCHU - Captação de Água de Chuva, obteve registro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em janeiro deste ano.

Mais informações: http://biton.uspnet.usp.br/cirra.
 

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