Cientistas identificam emissões de grande quantidade do gás no planeta, sugerindo atividade geológica ou até mesmo processos biológicos (foto: Mars Express)

Revistas Científicas

Metano em Marte

16/01/2009

Agência FAPESP – Um grupo de cientistas identificou emissões de metano em localizações específicas em Marte. É a primeira detecção comprovada do gás no planeta. Sua presença implica a existência de atividade geológica e possivelmente até mesmo de processos biológicos, uma vez que na Terra cerca de 90% do metano é produzido por organismos.

Em estudo publicado na edição de 16 de janeiro da revista Science, os pesquisadores do Centro de Vôo Espacial Goddard, da Nasa, a agência espacial norte-americana, e de outros centros de pesquisa no país, descrevem que a quantidade de metano é comparável com a encontrada em alguns locais na Terra.

Os cientistas usaram espectrômetros de infravermelho de alta dispersão em três diferentes telescópios para monitorar cerca de 90% da superfície do planeta durante três anos marcianos (o equivalente a sete anos terrestres). Os dados foram comparados com outros enviados pela sonda Mars Express.

As emissões de metano observadas são de 2003 e, segundo os autores do estudo, implicam que o gás foi liberado de regiões distintas no planeta. Em um momento durante o período analisado, a “pluma” primária identificada continha estimados 19 mil toneladas métricas de gás, o que é comparável com a quantidade de metano liberada por uma bacia petrolífera na Califórnia.

Segundo os autores da pesquisa, mais estudos serão necessários para determinar a origem do metano marciano.

O artigo Strong release of methane on Mars in northern summer 2003, de Michael Mumma e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.
 

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