Revistas Científicas
Fronteiras africanas abertas para a saúde
22/07/2003
Agência FAPESP - Em Kampala, capital da Uganda, na região dos grandes lagos da África, um acordo assinado no final de junho pretende reorientar as políticas de saúde de seis países africanos.O documento de 14 páginas prevê que todos os ministérios de saúde envolvidos no protocolo deverão trocar informações estatísticas sobre epidemiais que atingem a região. Além disso, políticas de combate a doenças em comum e procedimentos técnicos de laboratório também serão unificados.
Segundo o epidemiologista da Organização Mundial de Saúde (OMS) que atua na área, Nestor Ndayimirije, o protocolo assinado em Uganda é vital para a região. "Doenças não conhecem fronteiras", disse o especialista à revista médica The Lancet .
A maioria das epidemias que ocorrem na África são registradas próximas a fronteiras. Por causa de vários problemas políticos que existem entre as nações africanas, muitas vezes não é fácil para as equipes médicas se deslocarem de um país a outro.
As diferenças políticas e econômicas no continente também provocam problemas. Às vezes, o estoque de vacinas em um país é muito maior do que em outro. Isto quando o medicamento, em alguns países, não fica vencido antes de ser distribuído. Tais problemas ajudam a explicar os casos de meningite que costumam ocorrer em grande número no continente.
A OMS espera que o protocolo seja posto em prática rapidamente. A organização espera que se torne um instrumento importante para que doenças como malária, Aids e tuberculose, além da própria meningite, sejam combatidas de forma mais eficaz.

