Fernando Landgraf, engenheiro metalurgista e professor da Escola Politécnica da USP, assume presidência e pretende ampliar frentes de colaboração com Governo de São Paulo

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IPT tem novo presidente

28/08/2012

Agência FAPESP – Fernando José Gomes Landgraf, engenheiro metalurgista e professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), é o novo presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Landgraf assimiu o cargo nesta segunda-feira (27/08), sucedendo João Fernando Gomes de Oliveira, engenheiro mecânico e professor da Escola de Engenharia de São Carlos (USP), que estava à frente do instituto desde janeiro de 2008.

Landgraf já atuava no IPT como diretor de inovação desde agosto de 2009. De acordo com o IPT, sua indicação para a presidência imprime marca de continuidade ao ciclo que se encerra agora, devendo entrar para a história de 113 anos do IPT como o mais virtuoso em termos de investimento e modernização.

No período de 2008 a 2011, o instituto consolidou R$ 150 milhões de investimentos em modernização de laboratórios, novas capacitações e treinamento de pessoal.

A transmissão do cargo foi feita pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em cerimônia no novo núcleo de bionanomanufatura do IPT, que também foi inaugurado.

Segundo Landgraf, o principal objetivo de sua gestão será aumentar o impacto e a relevância do IPT para a indústria e a sociedade. “A percepção desse aumento de impacto será quantificada e qualificada por uma metodologia que será construída para refletir os benefícios apurados pelo trabalho da comunidade do IPT, que atualmente congrega cerca de 1,2 mil empregados e, em média, atende 4 mil empresas por ano”, disse.

Landgraf também propõe criar novas formas de interação com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, à qual o IPT é vinculado, com a Secretaria de Planejamento e demais instâncias do Governo paulista necessárias para que o IPT possa fazer um planejamento estratégico de longo prazo e um contrato de gestão baseado em metas quantitativas ligadas ao desempenho financeiro, a metas de inovação e a avaliações do impacto do IPT.

“Uma nova ênfase é o nosso esforço em aumentar a contribuição do IPT para o Governo do Estado de São Paulo”, diz Landgraf, detalhando que estão sendo feitas reuniões, por exemplo, com as secretarias de Transportes Metropolitanos e de Energia, entre outras, de modo a verificar como o instituto pode contribuir para definir termos de referência e de chamamento dos empreendimentos do Governo do Estado e das PPPs (parcerias público-privadas).

Além disso, o IPT está propondo um sistema de acompanhamento e apoio técnico à fiscalização de obras públicas, o “retrocontrole”, que deverá proporcionar mais segurança ao governo quanto à qualidade dos empreendimentos públicos.

“A ênfase que estamos dando a quantificar o impacto do IPT é um objetivo que tem uma clara inspiração na visão do governador; ele tem cobrado isso das universidades e dos institutos”, disse Landgraf.

Com a posse de Landgraf, a diretoria executiva do IPT passa a ter a seguinte composição: Carlos Daher Padovezi, que era diretor do Centro de Engenharia Naval e Oceânica, assume a Diretoria de Operações e Negócios; Zehbour Panossian, antes chefe do Laboratório de Corrosão e Proteção, assume a Diretoria de Inovação; Altamiro Francisco da Silva continua como diretor Financeiro e Administrativo; e Walter Furlan também segue como diretor de Pessoas, Sistemas e Suprimentos.

Mais informações: www.ipt.br
 

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